quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Os meus NAVIOS e o meu MAR

Colegas “Engenheiros saudosistas dos seus 20 anos!”,

(citação: Presidente do Blog da Associação dos Antigos Alunos de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores)

Nesta frase também me incluo. E por pensar … muito e em muita coisa, resolvi que iria postar. Ora nem mais, para vossa surpresa, certamente!

A ver navios … é que não vamos ficar!

Como Açoriana que sou e porque tive a oportunidade de viajar nos mares dos Açores em dois navios que não fazem só parte da história dos historiadores da marinha, ou um qualquer nome parecido, mas sim, e principalmente, da memória de todos os que neles navegaram, decidi ir ao um baú dos meus pais, em busca destas recordações.


A minha primeira viagem teve como destino a ilha das Flores. E foi no conhecido “Carvalho Araújo”.


A fotografia ilustra bem a minha presença no mesmo, embora com apenas 2 anos de idade, pelo que, por mais pormenores que queira lembrar … realmente não me recordo!




Fui ensinada pelo meu pai, desde muito pequena, a saber também olhar para os navios e paquetes que atracavam no porto de Ponta Delgada.


E estou eu aqui com os meus pais, o meu irmão e uns tios meus, no ano de 1965.

Talvez mais direccionado às minhas colegas, chamo-lhes a atenção para os pormenores da “haute couture” de então.
São deveras interessantes!







E nesta foto, agora mais aproximados dos navios, poderão os conhecedores identificá-los.


Mais importante para mim, foi ter descoberto o porto da minha cidade de Ponta Delgada tão recuado no tempo e poder partilhar com vocês estas pertenças de família.



Neste registo fotográfico, ainda eu não era nascida. Terá sido por volta do ano de 1960.

Para além do navio, convido-os também a olharem para as viaturas de então, principalmente o táxi. Como é antigo!

É sem dúvida também um documento histórico, que tenho o prazer de o dar a conhecer aos meus caros colegas.



Mas também viajei, por diversas vezes, no navio “Ponta Delgada”.

E nesta fotografia poderão ver-me, em primeiro plano, a bordo do mesmo, no grupo central, em Setembro de 1973, como está registado na mesma, ainda no “Tempo da velha senhora”.


E termino a minha viagem dos meus NAVIOS pelos meus MARES dos Açores, tendo contudo ainda mais registos fotográficos, mas penso que já chega!

Texto/direitos de autor: Graciete Belo Maciel
Imagens/direitos de autor: Eduino V. Maciel

Esta fotografia dedico-a, em primeiro lugar, ao nosso Presidente. É um acrescento pós post, que derivou do seu comentário.


Aqui estou eu no "Carvalho Araújo", como boa marinheira e/ou turista, toda refastelada e semi-nua, como disse e dirá o Presidente, a usufruir dos prazeres proporcionados aos viajantes.

28 comentários:

Adelaide disse...

Graciete, vejo que continuas na mesma, com as mesmas feições e sempre in! E cautelosa...
Lá deste mais um docinho ao nosso Presidente, postando não o Ponta Delgada, mas o Príncipe Perfeito!
E Era assim as Portas do MAr!

Graciete disse...

Adelaide, e não coloquei uma foto em que aos 2 anos, no Carvalho Araújo, já estou de numa espreguiçadeira como gente grande!
Toda refastelada!

Presidente disse...

O que mais gostei desta postagem foi:
1.- A foto do Principe Perfeito.
2.- A advertência:
"Texto/direitos de autor: Graciete Belo Maciel
Imagens/direitos de autor: Eduino V. Maciel"

O QUE MENOS GOSTEI:
1.- A foto semi-nua da jovem Graciete, mostrando ao Mundo os contornos futuros de parte do corpo. NÃO HAVIA NECESSIDADE!

:)

Graciete disse...

Presidente,
Se me começas a CENSURAR muito os meus actos, acções e palavras, vou para o Blog do outro senhor!

Presidente disse...

Valha-nos N. Sra d'Agrela!
De pernas abertas, refastelada no carValho do araújo, já naquela época...
3 Pai Nossos e 10 Avé Marias!
...livrai-nos Senhor!

Com a pedofilia que graça por essa internet, e ficando todas as fotos disponíveis para pesquisa, não te admires... de coelhita a sexy simbol!

Valha-te N Sra d'Agrela!
(ou do grelo)
:)

JT disse...

Graciete,
Está excelente, faz-me lembrar as Historias "Trágico-marítimas", tens ali fotografias muito boas. As condições de navegabilidade eram muita melhores do que temos hoje em dia, existia mais conforto a bordo, o próprio viajar era como uma viagem de Cruzeiro, em todos aspectos: lazer, descanso e socialização, volto a referir, em todos eles, as cozinhas eram admiráveis. A única excepção é que hoje podemos levar o carrinho.
Já agora, sabes como é que a Tripulação do Lima, Carvalho Araújo, Angra, etc. distinguiam quem eram Açoriano e quem era Continental ?
(Já digo que não é pelo sotaque)

Helena Flor de Lima disse...

Graciete!
Não tens mais fotografias da tua Infancia? já agora devias aproveitar para teres posto o resto!......
Madame Gragiete deste muito jove (2 anos) sempre foi uma moce de sangue quente e temperatura constante e ainda as hormonas não funcionavam!..............

Graciete disse...

Sr. Presidente,
Se acha que sou merecedora de tal penitência..., pois não seja por isso que me afundo!
Já cumpri e fi-lo junto ao meu post dos meus Santos e Santas preferidos.
Estou a aguardar que me concedam a graça de darem um ar da sua graça!|

Adelaide disse...

Isto é pessoal que vai todos os domingos à missa, bate com a mão no peito, mas não se confessa!

Graciete disse...

Adelaide,
Como tu sabes!
Eu aqui me confesso, mas ... onde estão os outros?

Graciete disse...

JT, concordo em absoluto contigo.
Ainda está na minha memória o cheiro a café que logo de manhã emanava quando nos dirigíamos para o Pequeno Almoço no "Ponta Delgada".
Era um serviço excelente, por parte de todos os empregados que bem fardados e educados, e com muito profissionalismo, nos serviam nas chávenas, simultaneamente o café e o leite. E todo o aparato do mão colocado no prato, a manteiga no recipiente próprio, os guardanapos de fazenda,.., era um deleite enorme assistir a tão grande arte de bem servir. Sem dúvida!

Graciete disse...

Madame Helen Garden,
Tenho, felizmente, muitos retratos de quando era pequena!
Com aviões, carros, faróis, a nossa avenida marginal, etc.
Mas, enquanto tu não postarem as tuas recordações, não irei revelar mais nada de mim!
A "moce" sempre teve as hormonas a funcionar, o balanço delas é que se foi alterando!
Ainda tens o descaramento de dizer que eu sou uma "Mulher perigosa"!
Não percebo porquê!
E eu aqui tão "jove" com toda a minha ingenuidade, mas já a saber aproveitar os prazeres da vida!
La vie et belle!

Graciete disse...

JT, já agora pode-nos dizer como a tripulação distinguia os ilhéus dos continentais!
Mas eu não tenho nada a ver com isto!

Mendes disse...

Graciete! Grande postagem com imagens espectaculares. Já aos dois anos eras um borrachinho e o tempo não passa por ti. Estás igual.
Um abraço.

Luísa Benevides disse...

Graciete, que tal o nosso lar ser a bordo de um navio de cruzeiros??
Pelo menos passeavamos os olhos por uma tripulação mais "jove" que os "entradotes" dos nossos colegas... Além disso, já percebi que há muita gente a gostar de navegar!!!

Graciete disse...

Luísa, excelente ideia!
Um bom comandante e imediato, uma uma tripulação "jove", para não nos gastar as vistas e nos para animar como mereçemos!
Mas então o navio teria se ter condições condignas para estas Madames, pois já temos uns certos luxos que não dispensamos!

Graciete disse...

Mendes, isto de "borracho", olha a Srª Administradora pode censurar. E faz ela muito bem!
O tempo vai passando e eu a fazer de conta que não o vejo, porque não o sinto!

Jorge Rabiçais disse...

Ora, ora, ora... olha quem é ela "tam requinha"... ah corisca!
Gostei da tua postagem, pois, faz-nos ficar a saber como eram as vestes, os transportes e as insinuações...
A primeira e a última foto, gostei, particularmente, pois, já com essa idade, eras extremamente sensual, com uns lábios libidos e uma carinha que só apetecia dar beijos e beliscões...
Assim, aposto que ao longo da idade, foste despertando invejas nas tuas amigas e cobiça nos teus amigos... assim és de facto desde a infância - arrebatadora!
Se a tua persona antes me cativava com a tua habilidade ilusionista, a tua existência camaleónica e os teus dotes artísticos em outras áreas como a escritura e pintura, agora, esse meu sentir se transformou em adoração, ao ponto de fazer de ti a minha DEUSA! Anunciarei a boa nova, um novo DEUS surgiu na blogosfera e sobre nós lançou a luz da paixão...

in manus tuas, Domine, commendo spiritum meum

JT disse...

Resposta:
Pelo cheiro de naftalina das roupas, que os passageiros ilhéus usavam. Para já, com as nossas condições climatéricas, era necessário usar muita naftalina nos baús e, por muito que se arejassem as roupas com alguma antecedência, nunca era o suficiente para limpar aquele olor.
Sendo assim, era uma espécie de divertimento para a tripulação distinguir quem era e quem não era....

JT disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Graciete disse...

Jorge Rabiçais, pois se tivesse parado no tempo, com 2 anos, poderias certamente dar-me muitos "beijos e beliscões...", mas agora..., só mesmo "DEUSA" é que poderá ser!
Inatingível!
Apenas espero que a DEUSA, embora sem nome, não seja só para contemplar, mas que sirva como fonte onde vás beber o alento para melhor fluir o teu sentir, o ter pensar, ora claro e contraditório, ora de alento e desalento.
Mas os poetas são assim!

Graciete disse...

JT, eu que pensava que era algo que podesse ferir as susceptibilidades...
Achei imensa piada ao que tu disseste, porque ainda hoje, em ocasiões de festividade, ainda cheiro o odor da dita naftania!

Zita disse...

Graciete, como foi divertido ler esta tua história! Eu não me posso esquecer que vim para os Açores com 10 anos de idade e num navio que se chamava "Angra do Heroísmo".
Foram 8 dias de viagem de Lisboa, passando pela Madeira e até Angra. Depois lá fui no Ponta Delgada com destino a S. Jorge.
Para quem vinha, como eu e os meus pais, do Allgarve, foi chocante atracar no cais da Calheta (S. Jorge). Aquilo era tudo surrealista. Nem sei explicar. Mas valeu a pena. Por cá fiquei e hoje já sou mais acoriana que muitos nados e criados nesta Região. Ah! E não é que a minha filha também tem o mesmo gosto pelos navios? Mal chega o verão é um tal ir de ilha em ilha. Mas agora são gregos!
Beijos.

Graciete disse...

Zita, mais uma vez sinto-me feliz por te ter feito viagar no tempo e nas viagens que se faziam nos navios da época.
Afinal, todos tenho histórias que se cruzam em mais pontos do que imaginaríamos!
Não pensei que neste "cantinho da saudade" pudesse recuar até tão longe, mais acho que valeu a pena pelas lembranças que trouxe a muitos de nós e a mim também.

Joaquim Leça disse...

Graciete,

O prometido é devido.
Aqui estou a comentar a tua magnífica postagem que me fez recordar as viagens que a minha Mãe fez no início dos anos 60 (ainda não era nascido!), cujos itinerários eram Madeira/Vigo/Lisboa/Madeira e que de vez em quando recorda com saudade. Minha Mãe conta-me que as viagens eram verdadeiros mini-cruzeiros, com um excelente convívio a bordo! Parabéns, Graciete e continuo à espera de mais postagens tuas!!!

Graciete disse...

Joaquim Leça,
Obrigada pelas tuas palavras e, acima de tudo, sinto-me contente por te feito também viajar nas tuas memórias.
Não me peças para fazer mais postagens .... porque já pensam e e dizem, que eu não faço outra coisa!

Bruma das Ilhas disse...

Caríssima Graciete:
Pelo que vejo na tua última foto, já em pequenina eras muito perfeita...
Beijinho
Vouzela

Graciete disse...

Oh amigo Vouzela,
Vou reter do que disseste isto: "já".
Porque me dá a esperança de que ainda ... poderei ser!!!

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