sábado, 16 de maio de 2009

A LUZ pela CRUZ

Malva, cá está “o antes”.


E Marquitos Cruz, que boas que recordações te trago, associadas a esta rotunda!!...
Agora, só do Além!...Sonha, sonha, que te faz bem!
Esta rotunda virou Cruz e aposto que foi em tua honra … para não esqueceres nunca! … Quem???
Assim era o Largo da Terra Chã no ano de 1983.

A luz que irradiava da rotunda, terá sido um farol para muitos de nós! Terra … à vista!!!

Os bancos de jardim tão apreciados, enquanto esperávamos a urbana ou mesmo, uns pelos outros!
Diria que era uma rotunda tipo jardim! Mas que ideias geniais que havia nesta altura!

Mas esta de substituir uma luz por uma cruz … ou melhor, colocar uma cruz nesta rotunda, não vá nada de encontro ao meu gosto, até me arrepiei quando a vi in loco, a sério mesmo.

E a Helena aos comandos!...

Reparem nas personagens que passam pela Igreja. Parecem figuras do nosso folclore! Com isto apenas quero dizer que a foto é mesmo do século passado, mas nós...nem pensar nisso!!!

E nós que temos tão boas recordações desta rotunda, porque lá está agora uma cruz?
Alguém me pode esclarecer?

13 comentários:

Joaquim Marques AC disse...

Deves estar à espera que eu comente...

António Pedro Malva disse...

Mas comento eu!

Podemos fazer um abixo assinado para trocarem a cruz pelo candeeiro?

Não bastou deitarem-nos as casas do bairro a baixo, agora mais este insulto?!

Não sou contra as cruzes, mas gostavamos da nossa rotunda,tal como estava. Certo?

Graciete disse...

Marquitos, só estou à espera que levites ainda mais...

Malva, a rotunda, agora que o DCA irá para o Pico da Urze, deveria ter algo a fazer lembrar a nossa passagem por lá, que tal?

António Pedro Malva disse...

Concordo

qualquer coisa que ficasse para sempre, se é que alguma coisa é para sempre!

O bairro já se foi! A rotunda foi a seguir. Como estará o DCA?

Será que ninguém terá a decência de se lembrar de deixar uma recordação, uma marca de uma academia que marcou e formou gerações?!

Nini disse...

Amigos
Na verdade o DCA já era!
Não tarda nada vamos todos para o Pico da Urze. Não se sabe bem o que vai acontecer ao DCA, mas receio bem que acabe por "morrer". Aquilo nem é nosso, mas do Ministério da Defesa.
Ficarão para sempre: as nossas lembranças e as nossas fotografias e este blog.

Bjs

Graciete disse...

A luz irá apagar-se, em pouco tempo, para sempre!
Para mim, o DCA é sinónimo de Terra Chã. É assim que o verei sempre como antiga aluna.
O DCA no Pico da Urze, claramente que não é o meu DCA. Será, apenas, enquanto docente da Universidade dos Açores
Fica a Terra Chã. E esta será sempre o testemunho vivo das minhas recordações.
Agora, este blog assume uma importância primordial. Existem registos fotográficos bem perto dos seus primórdios. Se já o eram, neste momento serão, sem dúvida alguma, documentos históricos deste Departamento.
Haja quem tenha tanto orgulho como nós, e se lembre que, um dia, o DCA se iniciou na Terra Chã e que existem alunos, deste tempo, que em nome dele se reúnem e que não o irão esquecer.
Será que os nossos registos fotográficos, e estou a lembrar-me de tantos que foram efectuados, e muitos deles mesmo em frente à porta principal do DCA, não são merecedores de fazerem parte de uma parede do novo edifício?
A ver vamos!

Graciete disse...

Marquitos, que faz a minha figura, figurada em foto, deslocadíssima, a encabeçar nada?!?!
Já me tiraste dos MEMBROS DO BLOG!!!

Que cargo me queres dar???
Directora da Redacção do Blog, até me assentava bem!!! :-)

António Pedro Malva disse...

Graciete,
compreendo-te muito bem. Eu tb sou muito sentimentalista e agarro-me muito a recordações materiais. Apeteceu-me chorar quando vi as casas do bairro deitadas por terra!

Mas depois de uma pequena reflexão, meio toldada pela emoção de saber que um marco que marcou gerações e que me marcou muito, está prestes a desaparecer, pergunto: será que estamos a fazer o raciocínio correcto?

Será que aquilo que nos une são as paredes do (antigo) DCA? Creio que não. O que realmente nos une, a uns mais que a outros, não são certamete aquelas paredes, por muito que me possa doer vê-las cair.

Aquilo que nos une, é o que vivi com o Luis, a Isabel, o André, o(s) Sérgio(s), o Nuno, o Veloso, o Jorge, o Fred........ e os outros. Todos os outros que me fizeram crescer e com os quais me fiz o homem que sou hoje. Mas isso estravasa quaisquer paredes, ou lugar.

Repara que eu não te conheci entre aquelas paredes! Nem ao Marques, nem à Noémia, nem ao Arlindo, nem à Luísa......... É por isso que não podemos conviver e ser amigos, da mesma forma que sou dos outros? Creio que não.

Pensa nisso. Talvez te sirva de consolo. A mim reconforta-me pensar assim.

Bjs

Joaquim Leça disse...

Li atentamente os comentários anteriores.

Pela parte que me toca, quando o velhinho DCA for desactivado, é uma parte da nossa memória colectiva que se perderá.
Claro que a memória daquele edifício que nos diz tanto, irá perdurar ao longo das nossas vidas, mesmo que já se tenham passado muitos anos desde a nossa passagem por lá.

A sugestão da Graciete de haver uma parede do Campus de Angra do Heroísmo do Pico da Urze com fotos do DCA, é uma ideia muito feliz.

Deixo aqui também a minha sugestão.
Quem sabe se junto à entrada do DCA, não aparecerá uma placa evocativa, que registe para a posteridade que foi ali, que nasceu a Universidade dos Açores na Terceira?
Se isso não fôr feito a nível institucional, julgo que nós antigos alunos, devíamos tomar essa iniciativa.

Joaquim Marques AC disse...

Concordo com o Leça!
e... já agora acrescento: em vez da CRUZ, um busto da Grace, tal e qual como a Mulher que representa a Républica!
Biba o DCA, mesmo depois de morto!

Graciete disse...

Marques, mas que ideia genial! Achas que sou merecedora de tal honra????

Graciete disse...

Concordo contigo, Leça. Se nada se fizer, que façamos nós!
É de todos reconhecido que os locais têm a sua História. Ninguém o nega, é o do senso comum! Se assim não fosse, o Património edificado, aliado às suas vivências, não rezava História. É e assim em todo o mundo!
Não posso negar que este património, desde Hospital Militar até ao DCA, rico pela sua história e pela sua localização singular, inequivocamente que faz parte da Universidade dos Açores, do seu começo na ilha Terceira. Não tenho qualquer dúvida!
Escolhi-o – é esta a verdade – porque o quis, não porque necessitasse (a minha nota de acesso permitia-me, na altura, entrar em qualquer curso, em qualquer Universidade deste país).
Mas foi a minha escolha! Talvez por isto, por ter visto o seu crescimento desde um pequeno embrião e por ter colaborado neste percurso, todas as paredes, todas as salas, todos os espaços daquele edifício contam-me uma história, muito familiar, muito confinada.
Contudo, realmente ao que eu dou maior importância na vida, são as pessoas. Este património genético, riquíssimo, que nunca se repete! E é assim que quero continuar a pensar e a viver. São os testemunhos vivos destas lembranças no passado, e, sobretudo, no presente. O meu DCA estará algures, mais deslocado para os lados do continente português, e com muitas âncoras, de vários anos, distribuídas por estas ilhas. E cada vez mais este meu DCA se vai alargando, qual edifício que ganhou nova dimensão e se renovou.
E a nossa história continuará, mesmo com o DCA “morto”, quer com ou sem recordações físicas de nós. E a prova está aqui!
Basta consultar o arquivo do blog e verificar que o passado fez o presente, e que o presente faz pensar no futuro!

Adelaide disse...

Graciete parece que estamos todos de acordo! Já marcámos o nosso espaço e agora mantemos as memórias!
Flor tão importante que estavas ao volante deste ferrari! à pendura, era o Conde?

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