segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

À minha alma igual

Lembras-te do coração que desenhei na palma da tua mão
e que coloriste de vermelho fogo
sabendo que a jura
não perdura.

Lembras-te da dança que bailámos até à exaustão
e do gáudio que sentimos tão sós
conhecendo que a infinidade
não tem piedade.

AMO-TE.
Ninguém diz a ninguém que ama!
Já não se exerce o bem-querer, porque....dizem que é axiomático!
Mas eu arquitecto. Eu ainda articulo essa palavra.

Não há vendas que cerrem os meus olhos
nem repressão que rolhe a minha boca.


AMO-TE porque TE AMO
e porque esta chama, este fogo,
vai arder,
vai explodir,
até chegar à bem-aventurança onde estás.


OXALÁ.


(ano de 2004, produce of Zita)

Nota: este "chá" vai direitinho para a minha amiga Adelaide.:)


7 comentários:

Jorge Carvalho disse...

Bem, apenas e somente me invadiu um arrepio que me deixou em extâse!
adorei, parabéns!
bj

Graciete disse...

E porque há cada vez mais seres humanos que, propositadamente, querem reprimir as emoções, não querem denunciar o seu sentir, não querem expressar o mais simples gesto, as mais simples e sentidas palavras, e porque quem o faz, naturalmente, é tido como fraco e ser não pensante, e porque o teu poema me tocou, como se uma flecha se tratasse, os meus sinceros agradecimentos.
Parabéns Zita.

Veloso disse...

O Diabo!...
Estou a todo o custo resistindo a entrar nesta contenda. Mas, isto está a tomar um caminho em que já se avista um pouco de belo ("um pouco" não qualifica o belo, refere-se somente á quantidade).
assim seja... fico um pouco sentado no meu canto, atento, muito atento. Confesso que estou a gostar...

Adelaide disse...

Obrigada! Vamos todos dizer o que sentimos.

Joaquim Marques disse...

Se é para dizer o que sentimos, então cá vai:

Amar só por Amor

O meu sentimento por ti
É tão grande, imenso, eterno
Que não o consigo matar.
Se há verdadeiro amor
Esta sim é a verdadeira forma de amar
Amar o que já amei
Amar-te na minha lembrança
De ti mulher adulta
Que te quis amar como se ama uma criança.

E amarei eternamente
O bom da tua pessoa
Porque sinto que amar-te desta maneira
Mesmo que o meu coração doa
É querer-te mais, e mais certamente
Que o poder do germinar da sementeira.

Um dia a semente deste amor
Dará flor
A flor da esperança
Que os tempos de bonança
Te tragam a felicidade
Livre dos sentimentos de maldade
Que são a mágoa, o rancor e a vingança.

Porque agora amar-te só me apraz
Se amar for querer-te bem
E desejar-te feliz e em paz
Sozinha ou com outro alguém.

Joaquim Marques

Joaquim Marques disse...

E já agora, a minha definição:

O Amor,
Coitado do Amor!
O Amor não é um Ser
O Amor é um sentimento sem Ser
Apesar de todo o Ser
Gostar de o ter
De o ler,
De o escrever
De extravasar as suas emoções
Como neste verso de Camões:
“Amor é fogo que arde sem se ver”
Entre outros conceitos publicados.
Apesar de eu não ser
Do clube dos iluminados
Acho-me no direito de falar
Dos Amores acabados
E até de os imaginar
Na pena dos pirómanos empolgados:
“ Fogo é amor que sinto sem te ter”.
É por isso que gostava de entender,
Se o amor pode ser fogo
Se arde sem se ver,
Porque é que o fogo não pode ser
Amor
Com sentimentos a arder?
E quando se extingue,
E se apagou a chama,
O que fica depois de um sentimento terminado?
A mesma tristeza depois do fogo dominado,
Uma paisagem com ar desolado?

Coitado do Amor
Que ao fogo o quiseram comparar.
São ideias, pensamentos, emoções
Eu sei
Tudo boas intenções
Que ao inferno irão parar
Onde o fogo arde sem cessar.

O Amor nem é fogo
Nem se deixa apagar
É um sentimento maior, mais que um jogo
É uma forma de estar.


Joaquim Marques

Graciete disse...

Marques, que copioso complemento ou entrelace ao poema da Zita.
E como todos nós, para nosso contentamento ou não, também somos feitos de sentimentos, que nos fazem pensar e mover, e nos engrandecem, claramente, porque não dizê-los, assim, tão simplesmente como eles são?!

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