terça-feira, 21 de outubro de 2008

Reencontro; a edição de uma lágrima!

Amigos, companheiros, camaradas e ilustres colegas…
Falar, contar, recordar e… encontrar e reencontrar!
Este blogue tem essa missão, mais que outra qualquer, essa deverá ser, na minha óptica, a grande missão – A MISSÃO: REENCONTRAR!
Não quero dar orientações ao nosso presidente, que espero vir a conhecer em breve, antes pelo contrário, pois meus modestos contributos ficarão sempre aquém de tão ilustres figuras que, nos tempos de estudante do DCA, eu tanto ouvi falar e nunca tive o prazer nem a oportunidade de conhecer!
Mas, e se me é permitido, os encontros e reencontros, que outrora não seriam possíveis com a mesma facilidade com que hoje nos é apresentada neste mundo virtual, são uma forma de reconstruir – reconstituir, diria - o passado para que se possa desbravar o futuro (esta foi copiada…), e, dessa forma, nada mais voltará a ser igual. Depois da criação deste blogue tanto a blogosfera como as nossa vidas jamais serão as mesmas. Como dizia o meu querido amigo Joaquim Leça, num e-mail que me enviou, este é o blogue mais espectacular da blogosfera...(tens razão Joaquim)!
Todos tivemos um sítio físico em comum; o mesmo ponto de partida. Quem não jogou ao BUS no Serafim, às damas na casa do povo, Futebol salão no ringue do mesmo local, a granja, a sala 6, S. Joaninas. Quem não cantou por esquinas e canadas cantos líricos e gregorianos, e marchas populares e cantares de amigos… quem não tem um cobertor parecido com os da transportadora aérea (atenção, parecidos…), enfim, sítios físicos comuns, histórias a partilhar e saudosas recordações que hoje todos transportamos em nossos cérebros outrora etilizados e abertos ao mundo!
Assim, desde que se entre neste blogue e se volte a entrar, já se trata de um reencontro, daí, o vocábulo REENCONTRO, me parecer o mais apropriado para descrever o que sinto e o que desejo que seja o caminho que todos nós, que por cá vamos passando, façamos!
É por isso que saúdo os mentores deste espaço e perante ele ou eles me curvo, tal qual o fazia em meus tempos de caloiro perante quem, na altura, me fazia querer ser como eles e que me contavam “estórias” dos presentes e dos passados.
Todos deixamos lágrimas na Terra Chã, lágrimas de saudade, de dor, de sofrimento e mesmo lágrimas sem razão aparente para serem vertidas, mas lágrimas são lágrimas e agora, que termino este, que espero venha a ser o primeiro de muitos DEVANEIOS, não posso deixar de verter uma mais, porque esta, garanto-vos, será por certo a que mais sinto, pois é a lágrima do REENCONTRO!
Bem haja!

8 comentários:

Adelaide disse...

Sem palavras, mas muitas lágrimas, baba e ranho!
À Nossa!

Alberto Freitas disse...

Bravo.
Este é o espirito da Terra-chã, mesmo que não tenha coincidido no tempo a nossa pasagem pelo DCAUA o Virus tocou a todos e não mais tem cura. Os protagonistas mudam, as estórias são outras mas em todas elas nos podemos rever. Não é possivel em lado algum ter uma vivencia como a que a terra chã nos proporcinou.

Adelaide disse...

"Não é possivel em lado algum ter uma vivência como a que a Terra Chã nos proporcinou"- tomei a liberdade de copiar, para a realçar, porque penso que é aqui que reside a diferença do espírito académico vivido por todos aqueles que passaram pelo DCA!- um departamento com cerca de 200 alunos, é mesmo para ser vivido em família, com brigas, fofoquices, festanças em datas especiais e encontros em datas não marcadas, cartadas, jogos, mas principalmente com muita inter-ajuda e união quando é preciso. Onde é que os alunos vão á casa dos professores pedir explicações, pedinchar para mudar frequências, porque tinham estado na farra e não tinham tido tempo de estudar (na véspera), quem é que andava às 11, meia-noite de casa em casa dos colegas a convencer para alterar o teste, porque o prof de certeza que concordava, sim meus amigos, porque naquela altura não havia telemóveis!!!Era um trabalho árduo o de tentar alterar as frequências, que diga-se de passagem era um caso raro!!!e muito mais se poderia acrescentar...fico à vossa espera!

Presidente disse...

Adelaide,
"(...)um departamento com cerca de 200 alunos, é mesmo para ser vivido em família,(...)"

No tempo do Joaquim Marques e da Luisa Benevides e do Arlindo Sousa, e do Zé António Ávila, e da Lurdes Enes e d'outros mais, quando estávamos no 1º ano, eramos 14, e com a nossa contribuição toda a academia não passa de 30 alunos. Não havia cantina, não havia quase nada de infra-estruturas... Imagina! Íamos tomar café, ou almoçar, ou jantar, a casa de muitos professores, a casa do Prof. Doutor Y. do Amaral, Director do DCA...
Irão hoje os estudantes tomar café a casa do actual Director? Ou dos actuais Professores, alunos naquela época?
Eles que respondam, já que sei que lêm o blog!

Parabéns Jorge Rabiçais pela tua postagem!

Joaquim Leça disse...

Estimado Amigo Jorge Rabiçais,
Olha, ri-me e fiquei com uma lágrima no canto do olho (não acontece só ao Bonga!), com o teu magnífico texto. Este sim é o Rabiçais que conheci e conheço. Excelente escriba, com um sentido de humor próprio e característico. As tuas palavras descrevem bem, aquilo que eu sinto em relação ao DCA, à Academia, ao "bichinho" (ou vírus...), que todos apanhámos lá na Terra Chã. Obrigado pela citação do blogue dos AAACAUA ser o mais espectacular da blogosfera. Mas alguém, ainda tem dúvidas? Boa, Rabiçais, quero mais!!! E venha o REENCONTRO! Meu Deus, vai ser bonito, ai vai, vai!!!

Carlos Solipa disse...

Excelente, acho que estás dentro do espírito do é ter sido estudante na Terra-Chã. Não se tem o mesmo espírito quando se estuda noutro sítio qualquer, aprendemos que só sendo unidos poderiamos sobreviver tão longe de casa, e essa união manifesta-se hoje neste blog.
Carlos Solipa

Carlos Solipa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Adelaide disse...

Por falar em Lurdes Enes, agora Dapkavicius, tambem, é professora no DCA, penso que não a tinhamos referido.

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