quinta-feira, 16 de outubro de 2008

E o Lar Feminino…

Este Post é, em primeiro lugar, para o Presidente, que tem sempre uma palavra de incentivo, em segundo, para todos os que aqui corajosamente postam e por último, para os poucos que restam, e que se ficam pelos comentários.

Esta história que vos vou contar foi relembrada por um post da Teresa. Também tenho algumas fotos, mas não tão boas como as tuas, nem na quantidade que tens, por isso ando a poupá-las, mas irão indo aparecendo.

Feitas estas considerações, passo então a contá-la.

Chegada ao aeroporto das Lajes, em fins de Outubro ou início de Novembro de 1982, lembro-me que, não tendo ninguém conhecido naquela ilha, lá me encaminhei para apanhar um táxi.
Dei as indicações que possuía, ou seja, disse ao Sr. que queria ir para o Lar Feminino da Universidade, na Terra Chã.
E sei que, chegada ao local onde o taxista parou, quase que não percebi que era chegada a hora de abandonar a viatura. Tinha já espreitado pelos vidros e não me pareceu haver ali nenhum Lar Feminino.
Bem, depois de despejada no caminho com a minha bagagem, vislumbrei as instalações do DCA ao fundo, mas não avistava viva alma, a quem me pudesse dirigir. Pois é. Era Domingo!
E, naquele lugar, não existia nenhum edifício com uma placa de identificação, qualquer coisa! Nada, a não ser um contentor branco.
Decidi então iniciar, por aí, a minha exploração. Comecei a descobrir umas janelas nos lados laterais, mas a porta, … a porta não a encontrava! Mas que azar!
Bem, finalmente, vi algo que supus que poderia ser uma porta. Quase que não se distinguia do branco que cobria toda a fachada. Nem uma maçaneta, nem uma campainha!
Decidi empurrá-la, ainda que a medo, mas estava fechada. Comecei a bater, e batia, e insistia, mas não havia quem me ouvisse! Mas que infortúnio!
Não estava a perceber e a gostar nada, mesmo nada, do que se estava a passar comigo!
Devido à minha persistência, e decorrido algum tempo, uma rapariga ensonada apareceu e finalmente, lá entrei.

E o Lar Feminino… era afinal, mesmo um contentor!

Pois é, não me tinham fornecido esta informação!

A fotografia, datada de Abril de 1983, ilustra a porta, ou melhor, a fechadura, onde se pode ver, em primeiro plano, Carlos Vouzela e moi-même!
Olhem só para a minha combinação fabulosa de azuis! Vou explicar-vos, que é um modelo em degradee, ligeiramente quebrado, pela paleta de tonalidades utilizadas, realçando a calça e fundamentalmente o cenário! E o Vouzela? Tudo janota! Mas que estávamos na moda, lá isso é verdade, e no seu melhor, mesmo que na Terra Chã!
O fotógrafo dos citados modelos tinha uma grande experiência no mundo da moda, já que as caras estão quase na obscuridade!

16 comentários:

Pedro Manaças disse...

Por falar de combinações de tonalidades, que tal a meiazinha branca com sapatinho preto a combinar com os vários tons de castanho? Ui, ui....

Graciete disse...

Manaças,
Estive tentada a dizer isto mesmo, tal e qual, são os anos 80!
São as meias dele e as minhas também...que quando olhei...nem queria acreditar!

Presidente disse...

Há um inquérito em curso!
Na barra lateral, toca a votar!
Só admite um voto por IP.
A votação é anónima e sigilosa!
É a democracia a dar os primeiros passos no nosso país bloguista!
Administrador

Jorge Rabiçais disse...

Nova inscrição
Jorge Rabiçais – 89/90 …
ajcarvalho1969@gmail.com

Pedro Manaças disse...

Gracie, tu cala-te piquena!!
Esperemos que uma nossa colega ponha fotos suas trajada de cabedal! Isso sim!!!

Helena Flor de Lima disse...

Manaças!
De preferência mini-saia de cabedal, camiseiro de cetim e sapato de salto muito alto de verniz.....Era o máximo aos sábado à noite, pronta para a dança do satiricon.....Belos tempos, que já lá vão........

Adelaide disse...

Graciete, sempre Fashion! A Fátima Lopes é que não passou no DCA, senão, em vez de melro amarelo, passaro do sul, seria passarada sem asas!

Graciete disse...

Manaças,
Esta tua mente...

Graciete disse...

Adelaide,
Eram modelos que a inspirariam nas suas criações...
Ainda devo ter mais alguns!

Carlos Solipa disse...

Ó Graciete, tu não vinhas de S.Miguel. Como era Abril, e vinhas tão colorida, devias era vir das Flores. Então as meias ficavam-te a matar. O Vouzela vestia a moda na altura, soquete branco e sapato preto.
Beijinhos e abraços para todos.

Graciete disse...

Carlos, estão espantada com as tuas palavras tão lisonjeosas!
Estava mesmo agora a olhar para as fotos, e tenho algumas com outras cores. Smpre fui uma mulher muito colorida! Até no cabelo, que já correu várias cores, entre elas o Azul, isto mesmo.

Carlos Solipa disse...

Vou-te dizer que devias vir cega, pois eu e mais um ilustre colega, demos bem com a porta e por vezes com as janelas, durante três semanas em que vivemos no lar feminino.
Carlos Solipa

Graciete disse...

Carlos Solipa das Neves,
Com as janelas também eu dei...mas nunca entrei por elas!!! hahaha!!!
Quanto à porta, deveria haver quem te a abrisse bem!!! (risos)
E não devia ser propavelmente só uma...!!!
Beneficiaste da generosidade femimina! Foi só isso, meu caro amigo!

Alberto Freitas disse...

Pois, caro solipa, com a porta e com as janelas

Graciete disse...

Já sei! Olha que depois de entrar pela porta, devo ter andado mesmo chega que não dei por nada! Também fui logo insultado pelo amarelo...e não dei mais confiança!

Carlos Solipa disse...

Se aqule lar feminino falasse...
Carlos Solipa

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