quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Ainda Alguém se Lembra Disto?



Quando em 92, cheguei à Terra Chã com a trouxa, o nosso querido DCA estava às malhas!!!!!

- Há isto? foi um ciclone que passou por aí hà uns dias e levou umas telhazitas.

- Ups, sério? um ciclone e isso acontece muitas vezes????? « perguntei incrédula »

-Algumas!!! mas, não vais para os lares, lá em baixo ( bairro)??? então, as casas lá já estão habituadas, vergam com o vento mas não quebram, é porreiro!!!!

-Ups sério??? 8-(

De facto, passaram por lá muitas manifestações climáticas semelhantes, as casas de “lata” torciam-se para todos os lados, nós lá dentro, muitas vezes sem luz eléctrica, e
ERA PORREIRO À BRAVA, PÁ!!!!!

8 comentários:

Joaquim Leça disse...

Olá, Isabel! Bem, lembrava-me de ver o DCA assim "às malhas", mas já não me lembrava que tinha sido por causa das tempestades tropicais, que apareciam de vez em quando, mais ou menos em Setembro/Outubro. É sempre bom rever a entrada do velhinho DCA. Estive lá há 2 anos em vésperas da inauguração parcial do Campus de Angra do Heroísmo no Pico da Urze. Mesmo assim, penso que o velhinho DCA ainda está a ser (e bem!) utilizado. Fico à espera de mais fotos tuas e posts do Veloso!!! Beijinhos!

Luis Rocha Homem disse...

Se me lembro...
Quando vi pela primeira vez, caiu-me tudo ao chão...
Pensei "caramba, isto é que é a universidade?????"
E afinal acabou po ser uma grande "Universidade", e um período inesquecível da minha vida...

Manuel Loureiro disse...

É verdade grandes memórias de grandes tempestades umas climáticas outras não tanto.
Por vezes era-mos visitados por estes fenómenos, recordo-me daquele dia 15 de Fevereiro de 1986, era um sábado, estávamos quase a acabar o curso e os “Fonte Faneca (Tó Canedo, Pedro TAP, Rochinha e eu)” tinham-se mudado para o bairro da Terra Chã a preparar a partida. Eu estava numa casa onde vivia ainda o Mendes e o Fontes. Tinha saído de manhã e ido ao mercado fazer umas compras e voltado para casa na urbana seriam ai umas dez da manhã mais ou menos. O tempo estava digamos normal para o Inverno, algum vento algum chuvisco nada de estranho.
Acabado de entrar em casa, estava eu a guardar as compras no frigorífico, quando ouvi um estrondo grande, logo seguido de um toque na campainha da casa.
Fui abrir e não percebi bem o que se passava, estava um vizinho que por cima do ombro apontava com o polegar para trás das costas para um monte de entulho que momentos antes ali não estava, e dizia-me o vizinho - isto é seu! E eu não percebia e ele repetia apontando por cima do ombro com o polegar como se estivesse a pedir uma boleia, - ò vizinho isto é seu! E eu confesso que não percebia, como é que aquele monte de entulho que momentos antes quando eu tinha entrado não existia podia ser meu? à terceira vez decidi-me a sair da porta e tentar perceber o que queria dizer, e ai dei-me conta que não tinha telhado.
Atónito e sem saber o que fazer comecei a ir ao encontro das casas dos outros colegas quando de repente surge nova “rabanada” de vento (uma aragem como diriam na Ilha das Flores) e de uma só vez toda uma fiada de casas fica sem telhado. Ainda hoje tenho na memória aquele fabuloso momento de telhas a voar seguidas do surgimento de cabeças ensonadas, digo mesmo aparvalhadas sem perceber o que tinha acontecido do Fernando Moreira da Silva e do Sousa, no local onde momentos antes tinham existido telhas.
Passámos o resto da manhã a atar as casas como se fossem embrulhos com fitas de montar estufas que eram passadas quase de metro a metro (alguém por ai deve ter fotos disso) recordo-me que sem telhado tivemos depor tudo em caixas dentro de casa debaixo da cama e dentro de armários fechados pois quando o forte da tempestade passou por volta das três da tarde os bombeiros não nos queriam em casa.
Depois disso fui com o Xico General (Francisco Almeida) na sua moto até Angra, o Xico conduzia na rua da Sé a desviar-se de telhas que caíam dos telhados das casas outros penso que foram para outros locais indicados pela protecção civil. As ondas rebentavam na Silveira no cimo da Muralha e uma semana depois tínhamos a Ilha castanha, toda queimada do Sal que seguia no vento.

Presidente disse...

Isabel,
a tua postagem inspirou o nosso Manelito... Manel, copia isso tudo e faz disso uma postagem, pede uma foto à Isabel, e publica.. vá-lá companheiro. Está tão bonito!

Isabel Alvaro disse...

Olá Joaquim,
Ainda bem! não sabia que o “nosso” DCA estava de pé, tinham-me dito, que já não havia nada da U.A na terra Chã.
Um dia destes fretamos um avião e vamos TODOS mostrar à garotada nova como é que se canta na sé.
E por falar em viagens, quando é vens cá fazer uma visita à gente??? pensa nisso, já cá temos três Limianas torradinhas a tua espera.

Beijo

Adelaide disse...

Manel, fotos das casas atadas o Mendes tem, mas o problema não é o cadeado mas sim encontrar o baú(album).Mas continuo empenhada nessa dificílima tarefa. E lembras-te quando caiu snow, e lá nos desafiaste a ir ver? A Terceira é, e foi, sem dúvida um poço de surpresas, até no clima!

Isabel Alvaro disse...

Caro Colega,
Cedia com todo gosto uma foto das minhas, mas por uma “aragem” dessas nunca me lembro de ter passado. Chegar ao ponto de “atar as casas como se fossem embrulhos com fitas de montar estufas que eram passadas quase de metro a metro”, realmente impressionante!!!!!
Há se aquelas casas falassem………olha se calhar, se falassem, não era sobre estas tempestades que murmuravam, era sobre as outras, as não climáticas. :-D

Um Abraço

Jorge Rabiçais disse...

Caros amigos,
tempestades tropicais e tropicalientes era o que mais havia! Umas, de quando em vez, as outras nos intervalos das primeiras.
Eu, posso dizer-vos, que tenho alguns amargos de boca com as tempestades tropicais (fruto das vicissitudes da natureza), uma vez que, isto jás nos anos 90 (95/96), eu e o amigo João Coinas, estágiários do Prof. João Madruga, depois de meio ano de recolha de dados em que nos levantávamos às seis da manhã para ir para os Biscoitos pesar lenhas de poda, medir evapotranspiração, etc (com a preciosa colaboração do Prof. Fontes, nos deparamos com a vinha toda castanha (realmente Manel - impressionante, como o verde do dia anterior se transformara no castanho daquele dia)... meio ano pro "galheiro"!
Como uma tempestade nunca vem só (não sei se vem ou não), nós desiludidos (fod.... mesmo), lá fomos para Twins aturar os Irmão Almeida...
Enfim, uma pequena "estória" às sobre as tempestades tropicais... sobre as tropicalientes, temos tempo de falar.
Bela imagem Isabel e Manel, espero que te tenhas recuperado desse susto monumental... se fosse comigo tinha-me borrado todo!
Aquele abraço

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