Estás boa?!... com essa cara... estás em trabalhos de parto?... estás no fim do tempo, não é? Era por estas alturas que te ia nascer a Crise... deixa-lá, não te apoquentes, ela custa a nascer, incomoda ao início, deixa-nos com umas noites mal passadas, umas insónias forçadas mas, isso é só até lhe crescer os dentes...
A minha, perguntas pela minha Crise?! Está boa e recomenda-se, já vai para o seu terceiro aniversário! Ao início mamou-me o que tinha a mamar, quando lhe nasceram os dentes e começou a morder, usei os conhecimentos zootécnicos e cortei-lhe os dentinhos, aproveitei e capei-a. Agora anda aqui por casa, não me incomoda porque me habituei à sua presença e com indiferença deixei de lhe dar atenção. Eu ando mais magro, mas ela não engordou: isto cá em casa é assim, não há pão para malucos, se eu não posso comer, a Crise também não e andamos assim: a ver quem resiste a quem!
Aos amigos de longe e de perto, aos antigos e aos mais recentes, aqueles que vejo todos os dias e aos que raramente encontro, os das horas difíceis e os das alegres, os que sem querer magoei ou sem querer me magoaram, os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo, meus amigos humildes e meus amigos importantes. A TODOS vocês que já passaram pela minha vida e os que nela permanecem, DESEJO-VOS UM EXCELENTE 2011.
Existimos, não vale a pena ter vergonha, somos muitos e diferentes, com actividades diversas, caminhos diversos, sucessos e insucessos no passado, no presente e no futuro breve certamente mas, algo nos une na diversidade: estudámos na mesma Universidade!
Dois sãos os meus votos:
1-Que a vida vos seja doce... Se não for, contem comigo, contemos uns com os outros!
2- Com a licença do Presidente Joaquim, o Madeirense, o outro voto: "Tenho um pedido para todos: vamos reavivar este blogue, pois está muito "apagadinho". Eu sei que anda tudo no facebook (eu também ando lá), mas é caso para dizer que nem só de facebook, vive o Homem!"
Soube pela edição online do jornal Público de hoje, que a revista Forbes classificou os Açores como um dos cinco melhores destinos de viagem do Mundo!
A mim (e porque não dizê-lo a nós, antigos alunos do DCA), enche-me[nos] de orgulho saber que uma conceituada revista norte-americana de economia e negócios como a Forbes, elogia o destino paradisíaco que são as Ilhas dos Açores.
Aqui fica o "recorte" da notícia publicada na página do Público.
Gosto dos Açores, como gosto dos meus tios e primos e família afastada que não vejo há muitos anos. É daquelas coisas, não se sabe explicar, gosta-se como se gosta de ter a religião que nos deram, como ter o sobrenome que nos puseram... Há também outras regiões, onde vivi e me marcaram, como foram bastantes, tenho a sorte de gostar de muitos lugares. Mas, apesar dos pesares e pesando a carga tributária que assola a minha vida, no presente passado, no presente de hoje e no presente futuro, sou a favor que se reduza a metade, mesmo metade, o esforço nacional nas transferências do Orçamento do Estado para a Região Autónoma dos Açores pela mesma razão que sou a favor que se reduza a metade as prestações individuais no Rendimento Mínimo de Inserção.
Seguindo a ideia do Malva, e como há já muito tempo que por aqui não vinha, deixo esta música para o cancioneiro.
Ainda sinto os pés no terreiro Onde os meus avós bailavam o pezinho A bela Aurora e a Sapateia É que nas veias corre-me basalto negro E na lembrança vulcões e terramotos
Por isso é que eu sou das ilhas de bruma Onde as gaivotas vão beijar a terra
Se no olhar trago a dolência das ondas O olhar é a doçura das lagoas É que trago a ternura das hortênsias No coração a ardência das caldeiras.
Por isso é que eu sou das ilhas de bruma Onde as gaivotas vão beijar a terra
É que nas veias corre-me basalto negro No coração a ardência das caldeiras O mar imenso me enche a alma E tenho verde, tanto verde a indicar-me a esperança.
Neste último jantar deparei-me com um facto caricato, fruto do passar dos anos. É que já lá vão alguns anos (mais para uns do que para outros) desde que deixámos a nossa academia e algumas memórias vão-se apagando.
Eu queria, juntamente com todos os colegas, recolher as nossas músicas. As músicas que cantávamos na Tuna, as músicas que cantávamos quando estávamos bêbados, as músicas que cantávamos quando íamos para a Twins a pé e as outras... todas as outras.
Neste almoço, começámos a cantar muitas, mas já quase ninguém se lembrava de grande parte delas, ou pelo menos, de como acabavam!
Assim e com a ajuda de todos, gostaria de começar aqui o Cancioneiro das Nossas Memórias. Cada um escreve o que se lembrar e os outros vão acrescentando e/ou corrigindo. Vamos ver até onde ainda somos capazes de nos recordar. Eu atrevo-me a dar o primeiro passo. Venham os comentários e as críticas e as correcções. Começo por uma das que eu melhor recordo e que para mim, é sem dúvida uma das mais bonitas.
CHAMA RITA
No berço que a ilha encerra Bebo as rimas do meu canto, No mar alto desta terra, Nada é razão do meu pranto
Mas no terreiro da vida O jantar serve de ceia E mesmo a dor mais sentida, Dá lugar à Sapateia
REFRÃO Ó meu bem, ó chama Rita Meu alento e vai e bem Vou embarcar nesta dança Chama Rita, ó meu bem
Se a saudade não der Para acalmar minha alma inquieta Estou para o que der e vier Nas voltas da chama Rita
Chama Rita, Sapateia Eu quero é contradizer, No aperto dessa bruma Que às vezes me quer vencer
Nascemos formalmente, como Associação informal, em Leiria a 20 de Setembro de 2008. Ali, despidos dos percursos individuais, reencontrámo-nos como irmãos como se o tempo não tivesse passado. O objectivo é juntar todos, os que ainda não estiveram juntos, pelo menos uma vez por ano. Este blog é o nosso local de encontro diário.
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Colega, se ainda não tens os teus contactos na nossa lista, envia um e-mail com o teu nome, foto tipo passe para publicar no blog, ano de frequência na Terra Chã, numero de telefone e endereço eletrónico para aaacaua@gmail.com. A lista será actualizada e divulgada por todos.
"ERA ESSE O ESPÍRITO QUE NOS UNIA E É ESTE O ESPÍRITO QUE NOS UNE!" Graciete B. Maciel "Espero que passe a haver maior contacto entre aqueles que passaram por essa grande escola de vida que foi o DCA." Duarte Moreira "Fiquei com uma certa nostalgia dessa época. Espero poder estar aí convosco da próxima vez." Luisa Benevides "Ó meus carValhos a festa ainda só agora está a começar." Carlos Solipa "Bons tempos, sem dúvida, que me fazem sorrir e emocionar-me ao mesmo tempo. (...) Viva o DCA!!! Viva a Universidade dos Açores!!!" Joaquim Leça "Este blogue tem essa missão, mais que outra qualquer, essa deverá ser, na minha óptica, a grande missão – A MISSÃO: REENCONTRAR!" Jorge Rabiçais "Obrigada por me relembrarem os melhores anos da minha vida...Simplesmente fantástico, obrigada por partilharem os momentos com a malta." Maria de Deus "Este blog é do melhor que há, pois como antigo aluno DCA, vivi, aprendi e cresci como todos os que conheci, bem vou postando porque é um prazer que faço parte desta Comunidade de Ciências Agrárias" Marcelo Simões "De facto esta foi uma grande ideia, uma breve exploração deste blog já deu para reencontrar amigos e colegas à muito desaparecidos da minha vida (mas nunca do meu coração). Seja como for gostei de vos ver e confirmar que continuam loucos e belos como noutros tempos." Cândida Mendes
"Este "blog" é aquilo que queremos fazer, com liberdade e responsabilidade. Não aproveitar a "umbrela" dos "...Alunos de ...", comprometendo-os naquilo com que não se revêm.A linguagem por vezes utilizada, pode ser conteúdo de outros "Blogs" que não este, cuja designação tem peso e merece respeito."
Noémia Coelho
"Eu, da minha parte, gostaria apenas que as conversas do Chat fossem divertidas, mas mais construtivas, direi mesmo, mais sérias. Será que pessoas adultas, não conseguem conversar agradavelmente com apenas alguns disparates pelo meio, e não ao contrário?! Já agora, também gostava de saber qual o interesse de carradas de pessoas registadas no Blog, que nunca postaram, ou comentaram uma única linha."
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"Se podia viver sem “isto”?!… Podia, mas não era a mesma coisa…"