
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
QUEM É CARLA ÁVILA?
Jantar com as minhas colegas de curso de ambiente-95/2001,na Praia da Vitória.
Do lado direito temos: a Osvalda, a Carla, a Marlene (eng. Zootecnica), ao fundo a Gabriela, seguindo-se a Telma, a Ana Luísa e a Graça!
Foi um jantar muito divertido, quando eu cansada do mundo rural , me vi num palheiro rústico com uma canga, com comida tradicional, ia-me caindo o maxilar, gritei- " por favor levem-me pra cidade, quero comer uma humburguer! comida tradicional, como eu todos os dias", com jeitinho sempre me ajeitei e comi uma coisa que nem sei o que era, mas a companhia é o que mais interessou; depois do impacto do palheiro, fiquei bem melhor e foi tal e qual ou pior do que nos velhos tempos, uma diversão acompanhada de muita partilha!obrigado amigas!
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jantar de colegas na Terceira
QUEM É A CARLA ÁVILA?
Faz hoje trinta anos que... eu devia ter começado a ter juízo na corneta!
Mas, passado tanto tempo, cá estou na mesma situação, sem juízo pois então!
Ontem à noite, foi enviada a lista de contactos dos colegas registados no blog. Desta vez, confesso, tive uma alma boa que fez tudo por mim, por livre e expontânea vontade. Se pensam que me refiro aos outros três colegas Administradores, enganem-se! Foi uma alma boa, é o que importa!
Estão vocês a ler este texto e a perguntar, o que raio é que isto tem a haver ver com as fotos postadas?! No vosso lugar, eu, um simples ex.; futuro duma, prometido doutra, definitivamente do DCA, pensaria da mesma forma: porque raio me deu para escrever esta cantilena? Mas para tudo, ou quase tudo, há uma razão: a emoção!
Tenho um carro velho, muito velho, menos velho que eu, mas comporta-se à altura do dono! Espera aí, é velho mas é meu! Não gosto de andar a fazer figura com carros novos com reserva de propriedade. É velho mas é meu, não é duma qualquer financeira. Ora, estava eu muito bem com os meus pensares financeiros, a correr para amealhar mais uns tostões no Banco, em frente ao Estádio Nacional, em pela A5, vindo de Lisboa para Cascais, recebo um telefonema.
-Olá, boa tarde!
Nem olhei para o numero. Do outro lado:
– Sou a Ávila, a Carla!
Emocionei-me!
– Olha, recebi os contactos e estava a experimentar os telefones!
Conversa puxa conversa, nenhuma Brigada de Trânsito atrás de mim, prolonguei a conversa:
– Carlinha, meu amor, que emoção, recebi um e-mail teu com duas fotos, mas não têm legenda, porque é que não as publicas tu? E já agora, legendas!
– Ah! É que eu não sei postar, logo não posso legendar, foi num encontro sobre ETAR na Terceira, são colegas minhas, e levaram-me a um palheiro...
– E tu estás nas duas fotos?
– Estou, levaram-me a comer a um palheiro de comida tradicional, eu estou farta de comida tradicional, eu queria mesmo era uma amburgar!
– Carla, tu desculpa aquelas brincadeiras do XAT, mas é só brincadeira.
– É, eu sei, já deu para entender, só não gosto do MB, é meio parvo nas conversas.
– Olha que não, é dos obesos mais fixes que conheço, de longe, chega a ser uma boa alma!
O carrito anda bem, rapidamente estava em cima das portagens de Carcavelos, tinha que desligar...
_Carlinha, agora preciso de desligar, mais tarde mando-te o convite para seres autora. Beijinhos e coisa e tal...
Desliguei, paguei a portagem, não aumentaram como foi anunciado, chovia que Deus a dava, arranquei com o pensamento na Carla. Um quilómetro após, o meu carro começa a falhar , acendeu a luz do óleo. Mantive-me calmo. Debaixo dum viaduto, parei, fui ver o óleo estava tudo bem, telefonei ao mecânico, aconselhou-me a chamar a assistência em viagem. Assim fiz, mas sem deixar de pensar no inusitado telefonema. De repente varreu-se-me a cabeça com esta ideia: É CASTIGO! QUEM TE MANDA ANDAR A FALAR COM MENINAS JORGENSES!
Diagnóstico do mecânico, 1 semana de internamento, análises e provável operação ao coração! E mil e tal euros, vá-se preparando, o carro não vale isso!
Encolhi os ombros, vim para casa, já nem fui ao banco, hoje meto-o debaixo da cama, e a primeira coisa que fiz foi contrariar o “malfeito”, enviei o convite à Carla, agora é esperar, por ela e pelo meu carro! (esperar que ambos fiquem operacionais, a andar e a postar)
...mas se eu já tivesse juízo, a minha vida era muito mais tranquila, menos emocionante, mas muito mais serena... e aqui estou eu a postar! Dias melhores virão!
LOW COST
Para quem vive nas ilhas dos Açores e quer ir até ao continente ou para os continentais que queiram visitar estas maravilhosas ilhas, têm a opção de efectuar a viagem em duas companhias aéreas: a TAP e a SATA. Vendo o panorama nacional e também internacional em que se tornou o comércio aéreo, debatemo-nos com as companhias "low cost". Viagens para destinos interessantes a preços muito atractivos. Portugal já entrou no rumo das "low cost", e entre os vários destinos nacionais, vemos voos a partir dos aeroportos do Porto, Lisboa, Faro e Funchal (Madeira). Os Açores continuam arredados das "low cost". E porquê? Penso que o povo açoriano e não só, também têm o mesmo direito de viajar a baixo custo. É necessário mudar esta situação, pois existem várias companhias aéreas "low cost" interessadas em operar no arquipélago dos Açores. O objetivo desta petição é tornar o arquipélago dos Açores num destino "low cost", acessível a todos.
Assinem esta petição on-line para ver se este assunto vai a discussão pública
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N976
Um abraço
Gonçalo Pinheiro
domingo, 10 de janeiro de 2010
Assim acabou a Atlântida e nasceu o Arquiélago dos Açores
Os trabalhos desenvolvidos com apoio do Departamento Oceanografia e Pescas da UA pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), criada pelo governo português com o objectivo de elaborar uma proposta de extensão de fronteira, além das actuais 200 milhas náuticas a ser entregue à Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar dão os seus frutos.
Foram encontrado dois círculos que os cientistas pensam serem crateras semelhantes às de impactos de meteoritos ou asteróides.
O círculo maior tem seis quilômetros de diâmetro e uma grande cúpula em seu centro, de três quilômetros de diâmetro e cerca de 300 m de altura.
Ao lado direito, foi observada outra cratera semelhantes, porém em menor escala.

sábado, 9 de janeiro de 2010
FAZ HOJE 34 ANOS QUE...
... A Universidade dos Açores surgia numa vaga de Universidades, que começaram a ser instaladas em capitais de distrito e outras cidades deste cantinho à beira-mar plantado na década de 70 do século passado. Vila Real (UTAD), Braga (UMinho), Aveiro, Covilhã (UBeira Interior), Faro (UAlgarve), Funchal (UMadeira um pouco mais tarde... em meados dos anos 80), entre outras.
Por isso, malta, todos juntos vamos cantar...
PARABÉNS à UAç... Muitas felicidades... Muitos (e bons) anos de Vida!
VIVA A UNIVERSIDADE DOS AÇORES!
VIVA O DCA!
Estamos de parabéns!
1.ª Página do Diário Insular de hoje (9.1.2010)
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
FAZ HOJE 30 ANOS QUE...
Dia 07 de Janeiro de 1980, continuação. A viagem no avião da SATA até correu melhor que as minhas expectativas iniciais. Aterrámos em segurança, sorri de contentamento e algum alívio ao deixar o avião. Começava a entender, apesar dos meus tenros 20 anos, que a vida é feita de novas experiências, ainda assim, parecem-se sempre com um bicho de sete cabeças. Em todo o caso, e dando mais uma olhadela ao mosquito que acabava de deixar, (sim, porque naquele bicho senti-me um mísero glóbulo vermelho no bucho dum mosquito) senti-me orgulhoso.
Já fora do aeroporto, a temperatura estava óptima para um dia de Janeiro, o Céu limpo, ensolarado, mas não tinha tempo para admirar os elementos nem a paisagem, estava preocupado com as aulas, em Viseu tinham-me dito que começavam no dia 04, já estava atrasado, e eu nunca gostei de chegar atrasado.
Chamei um taxi, eram iguais aos de Lisboa. Solícito, o taxista abriu a mala do carro, sorriu e cumprimentou-me. O bom dia dele ainda percebi mas, as outras palavras que balbuciou não entendi nenhuma. Era um homem maduro, alto, magro, na casa dos 45 anos, a pele bem queimada do Sol, cabelo castanho claro, simpático, mas tinha um linguajar estranho! Já dentro do taxi, a caminho do Instituto Universitário, pensei cá com os meus botões: este tipo deve ser descendente dos Corsários, dos Piratas das Caraíbas, fala um português afrancesado, tomara que seja sério e me leve são e salvo ao meu destino.
Chegado ao Instituto, indicaram-me onde eram os Serviços Académicos. Aproximei-me do balcão de atendimento, o Bilhete de Identidade e o papel do Propedêutico na mão, apresentei-me, disse o nome do curso em que me queria matricular, e pedi mil desculpas por estar a chegar atrasado. Do outro lado, uma senhora com ar simpático, sorridente, deu uma pequena gargalhada, pediu-me desculpa por isso, e de sorriso largo disse-me – não se preocupe, as aulas ainda não começaram, só vão começar na próxima semana. Mas o senhor tem aqui um problema, lamento mas, não podemos efectuar a sua matricula.— Estupidifiquei! Lá lhe mostrei o papel do Propedêutico, o endereço e o curso estavam correctos, ela confirmou os dados mas adiantou: -- O Instituto Universitário dos Açores é aqui mas, o seu curso é no Polo Universitário da Terceira!— e eu estava em Ponta Delgada, na Reitoria.
Faz hoje 30 anos que...Terminou.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
FAZ HOJE 30 ANOS QUE...
Imagem do horário retirada daqui.............................................Imagem do avião retirada daqui
Dia 07 de Janeiro de 1980, segunda-feira. Era madrugada, por volta das três horas, acordei cheio de frio, o corpo dorido e bastante assustado. Por breves instantes devo ter adormecido, acordei estremunhado, mas a mala estava no mesmo sítio. Havia tanta gente naquela sala de espera, uma barulheira, por instantes não sabia onde estava, mas lá me recompus. O pequeno aeroporto estava à pinha. Ajeitei os cabelos, passei os dedos pelos olhos para retirar as remelas e fiquei a observar. Havia ali de tudo, novos e velhos, magros e gordos, feias e ... – olha que moça tão bonita!-- e ela também olhava para mim, e os dois trocámos olhares, vezes sem fim, quase paralisei. As coisas boas duram pouco, abriu-se a porta de embarque e lá foram todos embora, e a moça bonita também. Agarrei no meu caderno de notas e registei o momento, foi o meu primeiro poema em terras açorianas.
No teu olhar atento
Conservo a minha expectativa
Nesta noite ao relento
À espera da tua iniciativa.
E ao analisar
Esse teu olhar distante
Preocupa-me a todo o instante
O modo fácil de o cativar.
Agora que o cativei
Derreteu-se todo o gelo
Da expectativa
E já pensei
Facilmente como esquecê-lo.
Levantei-me, fui ao bar tomar um café e fumar um cigarro. Naquela altura eu fumava SG Gigante e já estava a acabar. Olhei para o mostruário do tabaco mas não encontrei a minha marca. Eram só marcas de tabaco estranhas, Boa Viagem, Além Mar, Apolo 20, nunca tinha ouvi falar naquele tabaco. Lá me explicaram que eram marcas dos Açores e não se comercializava SG nas ilhas. Pedi um parecido com o meu, e o rapaz sugeriu-me o Apolo 20 que, dizia ele, era dos mais suaves. Abri o maço, dei umas baforadas e quase me engasguei, tossi como um louco! O moço tinha-me dito que era dos mais suaves, imaginem os outros!
O céu clareava, a alvorada permitiu-me ver, finalmente, a paisagem da ilha, montes altos cobertos de pasto verde, vários tons de verde pintados naquelas encostas recortadas por pequenos muros de pedra negra onde pastavam algumas vacas. Aqui e ali umas hortênsias, uma névoa, mas sobretudo uma imensa tranquilidade rodeada pelo imenso oceano azul. A minha primeira impressão sobre a Ilha de Santa Maria foi a imensidão dos elementos e o impacto que causavam na minha presença insignificante. Começava a gostar dos Açores.
Ouvi e vi aterrar um pequeno avião a hélice mas, nem liguei. Puxava de outro cigarro quando fui interrompido pelos altifalantes que anunciavam o embarque no voo da SATA. Não me tinha apercebido da chegada do avião da SATA. Corri a perguntar se era mesmo o meu voo, disseram-me que sim, atónito perguntei –naquela avioneta?— corrigiram-me, era um avião Avro, bimotor com capacidade para 22 passageiros. Encolhi os ombros resignado.
Já dentro do pequeno avião, completamente lotado, num lugar junto à janela sobre as asas, benzi-me e sorri para o companheiro do lado. Com o avião já na pista, parado e com os motores no máximo, a cabine tremia, era uma barulheira que nem se percebia a voz da hospedeira a anunciar o início do voo. Fiz-me valente, sorri, ao mesmo tempo agarrei-me com força aos braços da cadeira e comecei a trautear – indo eu , indo eu, a caminho de Viseu— nisto o bicho levanta voo –ai Jesus que lá vou eu!— Valha-me Nossa Senhora d’Agrela! Estava borradinho de medo!
O bicho ia tomado altura, aos solavancos, era cada poço de ar, nem reparei na paisagem da ilha, compenetrei-me nas hélices e foi aí que reparei que os motores eram Rolls Royce. Fiquei bem mais tranquilo. Nisto sou interrompido pela hospedeira que me oferecia rebuçados numa cesta –rebuçados a esta hora?! Então e o pequeno almoço?-- o que eu fui dizer! A moça, com má cara, informou-me que naqueles aviões não se serviam refeições a bordo. Acto contínuo em vez de um, tirei três rebuçados. Um homem nunca se atrapalha, surpresas atrás de surpresas, o fundamental era sobreviver!
Faz hoje 30 anos que...continua.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
FAZ HOJE 30 ANOS QUE...
Imagem daqui
Dia 06 de Janeiro de 1980. No aeroporto da Portela, já dentro do avião, um Boeing 707, junto à janela, naqueles instantes em que o avião permanece na pista aguardando a ordem para levantar, abstraí-me dos companheiros de viagem e dos Comissários de bordo e das suas explicações de segurança, olhei pela janela e recordei-me dos meus 10 anos, em 1970, quando aqui aterrei pela primeira vez, a bordo dum destes Boeing 707, vindo de Moçambique. Na altura, eu era uma criança europeia habituada à realidade africana e observando pela janela a mesma cena que agora vislumbrava, mas na minha ingenuidade infantil, atónito, agarrei o pulso da minha Mãe, enquanto lá fora, pachorrentamente um grupo de homens, de enxada em punho, cortava a erva entre as pistas – Mãe, Mãe! Olha! Ó Mãe, os pretos aqui são brancos!-- Nisto já o avião levantara voo. Lá ia eu num voo internacional, com destino à América, com escala em Santa Maria, o meu próximo destino. Apesar de novito, já conhecia muitas da possessões ultramarinas, as Ilhas da Madeira, Cabo Verde, S. Tomé, Angola, Durban na África do Sul e claro, Moçambique onde fui parido. Isto, graças às viagens no navio Príncipe Perfeito, da Metrópole para Moçambique, 29 dias de viagem, memoráveis, que um dia contarei aos meus netos. Ainda me faltava conhecer os Açores, e quis o destino que em breve aterrasse numa dessas Ilhas de bruma.
Duas horas e pouco depois, lá estava eu em solo açoriano, era fim de tarde, princípio de noite, o nervoso miudinho voltou.
Já de mala na mão, fui ao balcão da SATA, saber do meu voo e das alternativas, afinal eram quase 19 horas, o voo estava marcado para a manhã do dia seguinte e se houvesse uma oportunidade de viajar ainda naquele dia... mas infelizmente já não podia ser, já não havia mais voos. Quando não há remédio, remediado está! Fome não tinha, na TAP, naquele tempo, a comida era muito boa, e eu fiz pela vida, já estava pago e eu não sabia o que me esperava. O problema era um ligeiro cansaço, não dormi no combóio e precisava de arranjar um lugar para descansar o esqueleto. Indicaram-me um hotel perto do aeroporto, o único, ou em alternativa umas residenciais na Vila, mas ficava longe e era por tão poucas horas, resolvi só tentar o hotel.
E lá fui, recordo-me da noite escura, escuro como breu, mas 300 metros mais abaixo, lá estavam as luzes do hotel, não me recordo do nome, só da simpatia dos recepcionistas que me informaram que o hotel estava praticamente lotado, só haviam 2 quartos livres. Imaginei que eram os melhorzinhos porque pelo preço, dos 6 contos que levava na carteira, ficava quase liso, declinei a oferta! Outra vez, quando não há remédio, remediado está! Jaquim, Jaquim, a coisa está a complicar-se! Voltei para a sala de espera do aeroporto. O meu voo saía às 07:40 horas do dia seguinte. Mais uma noite ao relento! Mas, mesmo assim, agarrado à mala, num banco de plástico rijo, um olho aberto, o outro fechado, ia dormitando cada metade do corpo. As pessoas dali falavam português, mas eu estava em terra estranha, nada de confiar! Nunca as horas me custaram tanto a passar, fartei-me de dar corda ao relógio, mas nem assim!
Faz hoje 30 anos que... continua.
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