quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Caloiros 1997


Festa dos Cortes


Cá andei a rebuscar o baú das fotografias e desencantei esta.

Acho que ainda consigo identificar quase todos.




Em baixo, da esquerda para a direita:
Leonor, Carlos,??, Rui, Márcio, Fernando (cocas) (atrás), Pedro (à frente), Sérgio (Fadista/Alcoentre), ??, Sílvia.
Atrás, da esquerda para a direita:
??, ??, Rita, Xana, Metelo, ??, Piri.

No meio, meio agachados meio em pé, da esquerda para a direita:
Célia, ??, Maria João, Arícia, Telma.

Em pé, da esquerda para a direita:
Ana, Rita, Helder (à frente), Bruno (atrás), Sónia, Nicola, ??, Sónia, ??, ??, ??, João Maria (atrás), António, Domingos


Jantar de Natal
A começar, detrás para a frente:
Sérgio (Fadista/Alcoentre), Metelo,
António, Francisco, ??, Bruno, Sónia, Rute, Margarida, Selma (atrás - só os olhinhos), ??, Célia, Ana, Ângela, Mara, Patrícia.
Rita, Xana, ??,Maria João, ?? (testa), Luís Veiga, Fernando (cocas), Piri, Daniel.
Fernando (Tamagotchi), Hélder, Luís


Belos tempos...







terça-feira, 5 de janeiro de 2010

FAZ HOJE 30 ANOS QUE...


Imagem daqui

Dia 05 de Janeiro de 1980, Sábado. A minha ansiedade estava ao rubro. Tinha decidido ir para Lisboa de combóio. A minha mãe já tinha falado ao Tio Ezequiel que morava em Benfica, lá para os lados do Cemitério de Benfica em Lisboa, que se prontificou a ir-me buscar ao Campo dos Mártires da Pátria onde parava habitualmente a camioneta da empresa Marques, uma empresa de Silgueiros, de uns primos afastados da família. Pernoitaria na casa dos Tios e no dia seguinte levavam-me ao aeroporto para apanhar o avião para os Açores. Mas como já era Sábado, o avião saía no dia seguinte, quis ficar mais uns instantes nas terras de Viriato, e decidi que o melhor era apanhar o combóio em Nelas, um Inter Regional que vinha de Vilar Formoso e chegava a Lisboa pelas 08 horas da manhã do dia seguinte, bastante a tempo de chegar a horas ao aeroporto da Portela.
Aproveitei a tarde para me despedir de alguns amigos da aldeia. No ano anterior tinha alargado o leque de amigos, é tradição da aldeia de Passos de Silgueiros, cujo padroeiro é S. Sebastião, que a festa em sua honra se faça todos os dias 20 de Janeiro pelos jovens que vão à inspecção militar no ano em que completam 20 anos. Fui, portanto, mordomo das festas no ano anterior, fizemos muitas actividades, inclusive umas peças de teatro, tudo para arranjar fundos para as festas e para comprar um pálio novo para a procissão. A estes amigos, uns mais humildes, outros nem tanto, quis dar um abraço – O Quinzinho não vai ficar para as festas de S. Sebastião?-- por deferência e costume da aldeia, tratavam pelo diminutivo as pessoas das famílias mais abastadas – Não, André, este ano não vai ser possível, mas nós já deixámos uma marca, os mordomos deste ano irão fazer igual ou até melhor!-- Tremiam-me as pernas, era difícil encobrir a ansiedade e o medo. Não senti saudades, sabia no meu intimo que o meu tempo ali terminara, uma vida nova estava à minha espera, noutras paragens, sem ter a certeza do que me esperava.
Mala feita, umas roupas e o meu tesouro, uma pequena pasta com alguns rabiscos que eu julgava poemas, uns desabafos que aprendi a escrever numas folhas brancas desde a adolescência, e um livro de poemas de Alberto Caeiro. A passagem aérea , seis contos em dinheiro, tudo já dentro da bagageira do Renault 10, azul claro, volante à direita, que o meu Pai tinha trazido de Moçambique. Lá fomos para Nelas, os quatro, depois da ceia, esperar o combóio.
A noite estava limpa e fria, um luar intenso, o cume da Serra da Estrela coberto de neve, brilhava ao luar. Perdi o nervosismo miudinho, já nem o frio me incomodava. Na gare da estação, já o combóio vinha a entrar, abracei a minha Mãe que chorava, a minha irmã, dois anos mais nova, também com lágrimas ao conto do olho, deu-me um beijo, e disse-lhes – não chorem, vai correr tudo bem-- por instantes, recordei-me da ultima e única vez que chorei quando me despedi dos meus familiares, tinha 7 anos, entrado para 1ª classe da escola primária em Moçambique, a casa dos meus pais ficava a 70 Km numa outra localidade sem escola. O meu Pai era funcionário dos Caminhos de Ferro de Moçambique, os comboios estavam-me, portanto, no sangue. Desde menino, todos os dias, ia para a escola de combóio e vinha, a primeira vez acompanhado, as seguintes sozinho. Tinha agora que iniciar a viagem para fora do ninho, evidentemente, de combóio! Abri a porta da carruagem, coloquei a mala, desci para o ultimo abraço ao meu Pai – Vai lá meu rapaz, quando lá chegares, abre uma conta no BNU que eu mando-te mais dinheiro-- e disse-me aquilo, no meio do abraço, já com a voz embargada.
Era meia noite em ponto. Lá fui eu ao encontro do meu futuro!

Faz hoje 30 anos que... continua.

O FUTURO está na AGRICULTURA!

Caros Amigos,

Recebi este vídeo de várias pessoas.
Vejam bem e digam lá, se não valeu a pena termos enveredado pelas Ciências Agrárias?
Um 2010 cheio de ESPERANÇA para todos!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Urbana


Quando não se tinha a sorte de arranjar uma boleia ou alugar um carro (só para alguns) ou se ia a Angra a pé ou de URBANA!!!

Certo dia, eu, Isabel Escada, Teresa Maluca e Daniel Batatinha fomos a Angra de Urbana e decidimos cumprir o que estava escrito no bilhete "Conserve este Bilhete" e cá está ele.


sábado, 2 de janeiro de 2010

FAZ HOJE 30 ANOS QUE...




Estávamos no dia 02 de Janeiro de 1980, quarta-feira. Era Janeiro, mês das noites de Luar e dos gatos! A geada, que cobria os lameiros daqueles vales, só se iria desvanecer com os primeiros raios de sol, mas somente nas encostas viradas a Sul. Depois da rambóia da passagem do ano, do aconchego do lar, das sopas de café com leite que a minha mãe me levou à cama no primeiro dia do ano, tinha acordado com o som do bater das enxadas nos balcões (escadaria de pedra),que os trabalhadores, da casa agrícola do meu velho, faziam propositadamente para anunciar o enrego ao serviço. Era a época da poda das vinhas. Menino e moço, com sonhos altos, muito para além do cume dos montes que teimavam em condicionar-me os horizontes, mas já com coiro para justificar as sopas, lá fui aos comandos do tractor vinhateiro Kubota, estrada fora, caminhos adiante, rasgando o frio gélido dos ares dos campos. Chegado à quinta do Val-de-Infesta, pela hora do almoço, entre uma sardinha assada servida numa fatia de broa, uma malga de vinho, e o olhar distante, entre as Serras da Estrela e do Caramulo, fui interpelado pelo Ti António - então o menino Quinzinho vai estudar para qual Universidade?- peremptório e seco respondi - Açores, Instituto Universitário dos Açores- e voltei-me para lá da serra do Caramulo, era pr'áqueles lados o meu destino. Pelas 13 horas, hora do jantar, (porque nas Beiras, os costumes da época eram antigos e de manhã desjejuava-se, por volta das 10 horas almoçava-se, o jantar era às 13 horas, a merenda às 16 e à noite a ceia) a senhora Maria, quando me entregava o prato de bacalhau com todos, acabado de fazer na panela de ferro, ali na lareira casa de cima, olhou-me e perguntou - o menino já ouviu as notícias do terramoto dos Açores?- gelei! - Qual terramoto Ti Maria?- e ela lá me contou as novidades que ouviu na telefonia. Não mais descansei, nervoso já estava, e agora esta coisa do terramoto, não consegui conter a ansiedade em chegar a casa e ligar a televisão para ver as notícias no primeiro canal.
E assim se passou o tempo, até que à noite, depois da ceia, na sala da televisão, os quatro, o meu Pai, a minha irmã, a minha Mãe e eu, fixámos os olhos no pequeno televisor a válvulas, dos poucos que a aldeia tinha, imagens a preto e branco, e silenciosamente escutámos as notícias entre imagens de horror e destruição. A minha mãe, suspirava, e nada dizia, mas num assomo de ternura e preocupação, chegou-se a mim, colocou-me a mão na cabeça e... - Quinzito, meu filho, ainda queres ir para os Açores?- permaneci silente, senti os olhares da família deixarem o écran do televisor e dirigirem-se para mim. Baixei o olhar, voltei a fixar o televisor, foram segundos que pareceram horas, fiz figas, levantei o olhar e disse-lhes - Minha Mãe, eu vou, mesmo assim, eu quero ir!
Faz hoje 30 anos que... continua.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Há 30 anos...


Há 30 anos atrás acontecia o Terramoto na ilha Terceira...
Foi um cenário de destruição que os meus colegas de ano encontraram, quando chegaram à ilha. As consequências desse tremor, que abalou a vida da maioria dos Terceirenses foram, também, de modernidade e maior abertura ao mundo.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Último dia do ano de 2009...recordações

Coincidências!
Desde que comecei a frequentar e a "postar", qualquer uma ou outra linha, neste blog, - que traz tantas recordações- , muitas são as vezes que me lembro de colegas, com os quais não contacto há alguns anos.
Um deles, que encontrei aqui pelos Algarves, logo após a ter o canudo, foi um dos que mais me praxou no meu tempo de caloira.
Encontramo-nos, por acaso, um dia num centro comercial há já 6 longos anos. Perdemos o contacto. É assim a vida!
Hoje, coincidências das coincidências, voltamos a encontrar-nos, por obra do destino, num centro comercial aqui da região.
Foi bom recordar esses tempos maravilhosos vividos nas "ilhas de bruma".
As praxes, os colegas, a Jump (ainda se lembram?)...tanta coisa...
Uma boa recordação a levar para 2010.
Boas Entradas!!

ESTA NOITE...

Se me é permitido, e faço-o um pouco a revelia dos restantes administradores, aproveito que este blog está vazio para escrever uma carta... a minha carta!
Porque o faço em nome da administração? Não sei, talvez porque já ninguém me leve a sério e assim, todos vão pensar que foi o Presidente que a escreveu e dão-lhe um valor inestimável, porque nas minhas tretas já ninguém acredita!
Mas, dizia, a carta pretende ser apenas um manifesto de vontades que deverá culminar na felicidade de cada um de vós, mesmo que ela esteja por encontrar!
Foi neste blog que encontrei grandes alegrias e simultaneamente grandes momentos de lágrimas ocultas mas sentidas - muito sentidas! Se neste blog me encontro, no mesmo me perco em recordações e devaneios e conversas da treta que me fazem cada vez mais um ser blogodependente (para o bem e para o mal); mesmo nas minhas longas ausências o vício mantém-se, estou perdido!
Sóis vós, amigos e companheiros, os que me aturais e os que me levarão flores à campa. Não o fazeis porque sóis especialmente humanos e imbuídos de transcendente compaixão, mas porque é a vossa obrigação só pelo facto de sermos uma família - sim somos uma família!
Esta carta apenas tem de especial o facto de ser escrita em nome de um blog e não em nome pessoal, porque de resto é em tudo igual à minha restante escrita - uma verdadeira treta!
É neste final de ano, particular para mim, que me revelo a vós como uma alma dependente de todos e a todos o meu agradecimento por serem aquilo que mais prezo, e, nesse sentimento amaricado, apetece-me dizer que vos amo!!!!!!
Assim, que 2010 seja o que todos querem que seja, porque o meu será concerteza o melhor do mundo desde que vós continueis a existir ... em mim!
Despeço-me deste ano de merda, e que o seguinte pelo menos, se for igual ao finado, que não se faça notar tanto o cheiro porque começo a ficar farto deste fado!!!
Nesta noite, no ponto de viragem, que sejais felizes que, pelo menos, uma de 0,75 será a pensar em vós (a primeira), as restante... bem, quem se importa com isso...?
BOM ANO QUERIDOS AMIGOS (o administrador rebelde!)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Colega Televisivo

Para os que não viram, informo que o nosso estimado amigo e colega João Correia "MR" esteve muito bem na sua aparição, na televisão pública do nosso País, hoje no Jornal da Noite da RTP1.
Foi após a visita do Ministro da Agricultura a Torres Vedras.

João, estás na mesma.

Beijinhos

P.S.: andei à procura de um link com a notícia que desse para colocar aqui mas não encontro, a não ser a totalidade do telejornal.

2010 aproxima-se a passos largos

Mais um ano que termina e outro que se inicia, na constante e eterna roda da vida.

Quero apenas desejar umas boas saídas e melhores entradas.

Que o novo ano vos traga Saúde, Amor, Paz e Felicidade a dobrar, triplicar,......

Que todos os vossos desejos se realizem.

Beijos grandes da colega

Raquel
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