domingo, 18 de janeiro de 2009

sábado, 17 de janeiro de 2009

Cantar às estrelas…

Imagem 1 (da frente para trás) - Pedro Manaças, Rafael, Nini, João Cassinelo, Helena Flor de Lima, Nuno, Tó Zé (Gongo), Gena e João (Farinheira) - Ano lectivo de 82/83.

Em 1982, quando entrámos para o DCA, o sismo tinha ocorrido há apenas 2 anos e Angra ainda se encontrava completamente devastada pelo mesmo.
A nossa vida académica prosseguia normalmente, de dia!
Mas à noite? Quando nos aprontávamos para estudar, éramos sempre interrompidos.
Era mesmo a energia eléctrica que nos pregava a partida, o que acontecia dia sim, dia sim!
Mas que aborrecimento, porque lá se iam os estudos!
Dentro das luxuosas instalações que tínhamos, nem pensar em ficar.
Os habitantes do Jurássico invadiam o Contentor, e era hora de delinear a estratégia para a noite. As freiras do Convento saiam de noite, somente em tais ocasiões. E os que moraram nas redondezas do largo da Igreja, logo se apressavam a aliarem-se a tal ajuntamento, e depressa se reuniam uns quantos.
Numa destas noites, certamente depois de ingestão de uma bebida feita de cevada, e como a fome já começava a ser anunciada, lá se arranjou uns enchidos, trazidos nas férias e ... mãos à obra!
Havia que dar luz e assar os enchidos! Onde?
Na rotunda da Igreja, claro, porque não tinha alcatrão!
Acto pensado, acto executado, e fogueira feita.
O João Cassinelo à viola, no seu improviso de letras dirigidas aos colegas, em estilo Blues, e uns quantos à volta, às ordens do maestro, com notas bem diferentes, mas que até nem se notavam nada!
E esta animação prolongou-se no tempo. Ninguém se pautava pelo relógio.
Estávamos nós em pleno auge da nosso merecido convívio, quando vimos surgir um carro com uma luzes a darem mesmo nas vistas!
As portas abriram-se num rompante e simultaneamente, e eis que surge a autoridade policial!
As palavras proferidas foram: “Dispersem-se, dispersem-se…”! E várias vezes foram repetindo esta frase, perante tão pacato grupo, que não ofereceu sinais de resistência. Até nem nos importávamos que connosco confraternizassem! E não sei se houve quem tentasse!
Mas tivemos mesmo que nos dispersámos do largo da Igreja, e lá fomos fazer pousio noutro local, já dentro dos portões da Universidade.
Agora imaginem o ano de 1983, com este cenário. É deveras hilariante!

Imagem 2 - Largo da Igreja em 1983.
PS. Marques, a foto 1 certamente que te trará boas recordações!

Mais uma foto do Jurássico

1981 Terra Chã
Agostinho, Noémia, Bioucas
Estes distintos colegas estavam no 3º ano.
Entraram para o DCA no ano lectivo 1978/79.
Foto enviada pelo Rui Amador

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

"OS 7 MAGNÍFICOS" na FAP



Ana Luísa, Cristina, Miguel, Helder, Paula, Luís e Janyne


Fomos mais uma vez "lá-lá"...


Mas estamos todos cá...


Falta encontrarmo-nos todos AQUI...


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Minhotos


Caros Minhotos, retirei do meu baú mais uma foto. todos os presentes são minhotos.

Contudo, chamo a atenção aos nossos "dinos" parte da nossa sala de convívio. Claro que deu muito trabalho coloca-la de pé. Também tivemos que assaltar alguns departamentos, arrecadações (serviços sociais) de forma a angariar mobilar e outros equipamentos.

Seja como for, valeu bem o esforço

MuuuuuIto Zootécnico

Só para animar!

Isto sim, é uma vaca louca.

Bjs

ck

Mais uma do Rui Amador

1981 Lar Masculino

"Embora situados algures no meio do oceano, a "alta tecnologia" estava sempre presente através das últimas novidades que a Base das Lages proporcionava. Julga-se que no quarto do Luís Nuno e do Xixa, o Raul se prepara para apresentar um momento de exigência audiófila."
Rui Amador

Raul ou J Porto? A mim parece-me mais o J Porto. Os outros figurantes são o Alfredo e o Bioucas bem acompanhados por duas alunas do curso de Ciências Sociais.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

ANTEMANHÃ

Tentado a comentar estas últimas fotos de 1981, verdadeiras relíquias no baú das memórias do DCA, ocorreu-me a seguinte quadra que decidi postar:

Com que ânsia tão raivosa
Quero aquele outrora!
E eu era feliz? Não sei:
Fui-o outrora agora...


Eça de Queirós citado em
Introdução à primeira parte do Livro
FALUCHO ANCORADO de Manuel Santos-Lopes

HÁ 28 ANOS, ERA ASSIM!

Lar Masculino, 1981.
Filipe Ressurreição; Xixa; Luís Copos; 4 cavalos;
2 escondidos; 2 garrafas de vinho;
Rui Amador; 1 candeeiro virado ao contrário e a testa aqui do animal.
Era no quarto de quem?
(foto cedida pelo Rui Amador)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Maniqueísmo – a saga de um ministro

- Alvorada… toca a levantar suas antas…, Limacídeos! Bestas amorfas e pedaços de coisa nenhuma, são sete da manhã e o que o País espera de vós não é sonolência! Coragem, devoção, altruísmo! Palavras que por certo o vosso dicionário depauperado não contempla nas folhas alvas e mofas!
Assim, é o génesis de um ser que se quer fazer homem! As palavras brandas são educação falhada e, quando alguém puxa dos galões para mostrar a sua autoridade, aí sim, é modelo de educação sólida, promessa de futuro risonho...Assim queremos ser todos: audazes e firmes nas palavras, mesmo que magoemos, humilhemos, maltratemos aquele que poderia ocupar o nosso lugar…mas isso, agora, não interessa nada (alguém dizia), porque o que interessa é que eu estou aqui e tu aí.
Essa diferença de estado de seres semelhantes, levou a que se criassem classes, lobies, estatutos, guerras, o bem, o mal, o certo e o errado! Os homens são feitos de desumanidades, tenhamos isto como certo! Uns, apenas tiveram a sorte de sofrer menos desumanidades que outros e, como e por tal, são ligeiramente melhores.
Teorias, apenas teorias, que podem muito bem ser repudiadas por um outro ser que tenha capacidade pensante… assim se pretende: que o homem pense e diga o que pensa; que o homem se mostre mais…humano! Pensar é uma capacidade apenas de alguns. Os outros, os que também sabem pensar, mas apenas estão no lado oposto, esses que se calem porque a sua voz nos irrita e nos pode causar certos…desconfortos (?).
Assim surgiu a autoridade, a censura a calunia e a oposição calada e amordaçada que, a bem ver das coisas, prestava melhor serviço às Nações que esta de hoje que fala, fala, fala e … não diz nada (o que não se aplica ao publicitário desta conhecida frase…).
Então, a entidade divina, o ministro de galáxias (da terra e dos céus), ocultas na nebulosa pasmaceira do tempo cósmico, elevou-se perante tudo e todos e disse: - Doravante, todos os lugares, todos os seres, todos os reinos terão um ser que os governará e a ele será prestada vassalagem. Esses serão os meus desígnios; que perdure até ao juízo final de cada um… seja feita a minha vontade e daqueles que serão designados para chefes dos ministérios; a sabedoria acompanhá-los-á, e vós estareis mais bem entregues a eles do que a vós próprios.
Bom, assim o tempo foi passando e com ele os milénios. Quando um se achava superior àquele que governava o ministério, lá se instalava uma guerrazita nas redondezas. Depois de algumas mortes, sempre úteis para renovar os stocks humanos e imprimir uma nova dinâmica na adormecida sociedade servil …. Impostos, impostos e mais impostos para refazer o que a guerra tinha destruído (também é por isto que acho que o 25 de Abril apesar de tudo, correu mal).
Em tempos, nós, que fomos os maiores, por esses mares e marés e até fomos bons a enviar mensageiros, espiões e exploradores antes das expedições – sabíamos planificar – agora, depois de tantos anos, ficamos adormecidos nesta pasmaceira e já nem a mais vil das guerras – a concorrência – nos faz acordar, no entanto, verdade seja dita, alguns lemas imutáveis nos acompanham: - impostos, impostos, impostos…Assim é o nosso ministério com ministros de canudo dourado e debruado à mão (à mão daqueles que depois se revelam manetas – aqui que surjam lágrimas, teremos que sofrer com os sofredores!).
Somos dos países que menos impostos cobra mas que mais taxa (ou tacho). De facto a percentagem é menor que em muitos Países, mas nesses países onde se cobram impostos muito altos, o estado promove tudo e o nosso, bem o nosso não passa de um estado sugador de bolsos já de si vazios (não promove a saúde, não promove a educação, não promove o desenvolvimento, não promove o emprego, não promove a auto estima e não se promove enquanto país da Europa moderna e avançada). Que caiam de podres as minhas palavras mas, com a entrada dos novos países para o espaço comunitário na sua plenitude, nós, seremos cada vez mais marginais e desprezados. Seremos ultrapassados por aqueles que hoje são o centro das atenções, o centro da Europa. A Europa será encurralada entre um País colossal como a Espanha e a Polónia e entre esta ocidental barreira e a oriental miragem, seremos espectadores por cima de um muro intransponível que se afirma como Ibérico, mas no final, são os maiores nacionalistas e patriotas de todo o mundo (ai Afonso, Afonso, para que bateste na mãe?).
Resta-nos o turismo e até aí falhamos redondamente!
Entre o bem e o mal, lá se levantou um deles que disse… vamos conjugar esforços e fazer desta união uma união nacional para que estejamos alguns bem, isto para o mal de todos. Foi desta reunião magna que surgiu um poder instituído por meia dúzia de bem mal feitores da democracia que tudo fazem para que o desenvolvimento das sociedades se estagne neste cais de pasmaceira que é o nosso Portugal!
Entre este maniqueísmo de devotos servos de Deus e do Diabo, surge um que é o maior deles todos, não na essência do cargo, porque esse foi criado despretensiosamente pela entidade criadora, mas na essência do ser humano que tem ocupado esse cargo ao longo destes anos todos – os ministérios!Fortes ministérios com fracos ministros e assim, o bem e o mal contrariam a doutrina e coabitam no mesmo espaço, mesmo debaixo do nariz de um Santo!
Por isso, já não há paciência, são todos uma cambada de incompetentes e só me apetece dizer: - saiam daí, vão todos pro raio que vós parta, que para lugares vazios também se arranjam cabeças, e essas ao menos que sirvam para pôr chapéus, que nas vossas nem os piolhos querem construir ninhos!
Sais de Carvalho
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