sábado, 6 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Desfile da Semana Académica de...
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Os meninos do Borba... ou da borga!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
CONTRA 1ª Edição

Corria o ano de 1984 tudo mudava no DCA, as lutas académicas estavam a começar, a AECA dava os primeiros passos, organizavam-se greves, levantamentos de rancho, nesse contexto e com o lema de “Hoje somos poucos amanhã seremos os mesmos” foi lançado um jornal de actualidades mundanas.
O seu corpo redactorial era secreto, a sua linha editorial somente aos Alcunhas dizia respeito, não estava refém de nenhum interesse económico pois replicava-se de forma natural.
Não tinha periodicidade, aparecia quando lhe apetecia. Todos poderiam ser alvo da sua pena viperina.
Encontrei os quatro exemplares da sua vida efémera, ou, quem sabe, ainda estará por aí no Limbo pronto a aparecer quando menos se esperar.
O seu corpo redactorial era secreto, a sua linha editorial somente aos Alcunhas dizia respeito, não estava refém de nenhum interesse económico pois replicava-se de forma natural.
Não tinha periodicidade, aparecia quando lhe apetecia. Todos poderiam ser alvo da sua pena viperina.
Encontrei os quatro exemplares da sua vida efémera, ou, quem sabe, ainda estará por aí no Limbo pronto a aparecer quando menos se esperar.
Leite Ela, Manteiga Milhafre, Queijo Terra Nostra IV
(continuação)
(risos)
-Como eu vos estava a contar, há 29 anos, eu tinha sensivelmente a vossa idade, e fui colocado no DCA... entretanto, durante a passagem de ano de 79 para 80, houve um grande terramoto nos Açores, os meus pais ficaram preocupados, mas mesmo assim eu decidi ir. No dia 4 de Janeiro fui levantar o bilhete à agência, fui de autocarro até Lisboa e lá embarquei no dia seguinte rumo ao meu futuro...
-De autocarro para Lisboa? Mas tu não moras aqui?
-Maria, eu agora moro aqui, mas eu sou de Viseu, a minha família é de lá, entendeste?
-Mas afinal o que é o DCA?
-É o Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, por isso é que eu fui prós Açores.
-E isso fica em Santa Maria?
-Não... o voo da TAP é que ia para Boston e fazia escala em Santa Maria, e eu depois apanharia uma ligação da SATA para Ponta Delgada, que fica em S. Miguel, a maior ilha dos Açores... como tinha havido o terramoto, os voos estavam muito cheios e porque era final de ano, regresso de férias etc. ...Vocês nunca viveram numa ilha, é natural que desconheçam estes pormenores da insularidade...
-O meu sonho é viver numa daquelas ilhas desertas, praias de areia branca, sol...
-Ah queridas, então vocês vão adorar o cruzeiro... e tu, Maria, vais gostar muito do Leça, ele é da Ilha da Madeira, percebe muito de Ilhas...
(gargalhadas)
-Da Ilha da Madeira?! E foi estudar também prós Açores?! (risos) Deve gostar muito de ilhas!... Que idade tem? Olha que eu gosto de homens mais velhos, mas fortes e ligeiramente calvos....
-Maria, meu doce, se não gostares do Leça, podes escolher outro ilhéu, o Mendes, por exemplo... fisionomicamente é tal e qual a tua descrição... Mas não se apoquentem que lá no DCA há imensos homens espadaúdos tipo Viking... é só escolher! E é tudo boa gente, bem na vida...
(risos)
-Preciso que me ajudem a encontrar um grande grupo de acompanhantes para os meu colegas.... Mas têm que ser como vocês, jovens, elegantes, simpáticas...
-Que demora meninas! Porque é que as mulheres têm que ir aos pares à casa de banho?
(risos)
-Como eu vos estava a contar, há 29 anos, eu tinha sensivelmente a vossa idade, e fui colocado no DCA... entretanto, durante a passagem de ano de 79 para 80, houve um grande terramoto nos Açores, os meus pais ficaram preocupados, mas mesmo assim eu decidi ir. No dia 4 de Janeiro fui levantar o bilhete à agência, fui de autocarro até Lisboa e lá embarquei no dia seguinte rumo ao meu futuro...
-De autocarro para Lisboa? Mas tu não moras aqui?
-Maria, eu agora moro aqui, mas eu sou de Viseu, a minha família é de lá, entendeste?
-Mas afinal o que é o DCA?
-É o Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, por isso é que eu fui prós Açores.
-E isso fica em Santa Maria?
-Não... o voo da TAP é que ia para Boston e fazia escala em Santa Maria, e eu depois apanharia uma ligação da SATA para Ponta Delgada, que fica em S. Miguel, a maior ilha dos Açores... como tinha havido o terramoto, os voos estavam muito cheios e porque era final de ano, regresso de férias etc. ...Vocês nunca viveram numa ilha, é natural que desconheçam estes pormenores da insularidade...
-O meu sonho é viver numa daquelas ilhas desertas, praias de areia branca, sol...
-Ah queridas, então vocês vão adorar o cruzeiro... e tu, Maria, vais gostar muito do Leça, ele é da Ilha da Madeira, percebe muito de Ilhas...
(gargalhadas)
-Da Ilha da Madeira?! E foi estudar também prós Açores?! (risos) Deve gostar muito de ilhas!... Que idade tem? Olha que eu gosto de homens mais velhos, mas fortes e ligeiramente calvos....
-Maria, meu doce, se não gostares do Leça, podes escolher outro ilhéu, o Mendes, por exemplo... fisionomicamente é tal e qual a tua descrição... Mas não se apoquentem que lá no DCA há imensos homens espadaúdos tipo Viking... é só escolher! E é tudo boa gente, bem na vida...
(risos)
-Preciso que me ajudem a encontrar um grande grupo de acompanhantes para os meu colegas.... Mas têm que ser como vocês, jovens, elegantes, simpáticas...
TELEFONE da JULIANA
-Da... niet... Da... olha estou no Cascaishopping, na zona dos restaurantes... Onde é que tu estás? Espera aí que eu vou-te buscar...
-Algum problema, Juliana?
-Não, é a minha amiga, Angela, que está a tentar estacionar... é Moldava... eu já venho, esperem aqui um pouquinho....
-Está bem nós esperamos...
(continua)
-Algum problema, Juliana?
-Não, é a minha amiga, Angela, que está a tentar estacionar... é Moldava... eu já venho, esperem aqui um pouquinho....
-Está bem nós esperamos...
(continua)
COMANDANTE escolhido
Como tenho constatado que os nossos colegas andam a organizar ou a engendrar um cruzeiro, que ainda não percebi qual o seu destino, e sabendo que a vontade de terem as colegas do DCA como companhia, não foi sequer manifestada, como até foi rejeitada, entendi que nos estavam a afrontar de uma forma bem objectiva e evidente.Parece-me que estão a entrar numa fase muito delicada das suas vidas e que, muito provavelmente, precisam de se testar. Enfim, serão as inseguranças da idade que já estão a dar os seus frutos!
Bem, não me cabe a mim responder.
Todavia, como estamos aqui imbuídos do mesmo espírito, partilhando também os gostos de um tempo de descanso e lazer, e como a ver e a ouvir falar de cruzeiros … é que as colegas não vão ficar, entendi que teria de agir, por forma a colmatar este deslize dos nossos colegas.
Não precisei de envidar muitos esforços, para saber quem nos iria conduzir nesta aventura, sem nos levar ao fundo dos mares e sem melindrar a amizade que nos une.
E comunico-vos que já temos o Comandante do nosso iate.
Iremos assim, num ambiente muito mais personalizado, que com prazer vos dou a conhecer.Não precisei de envidar muitos esforços, para saber quem nos iria conduzir nesta aventura, sem nos levar ao fundo dos mares e sem melindrar a amizade que nos une.
E comunico-vos que já temos o Comandante do nosso iate.
O nosso Comandante é uma pessoa com grande experiência na navegação, culta, despretensiosa e que certamente irá satisfazer os nossos desejos.
O destino do iate será, muito provavelmente, um qualquer que o Comandante entenderá, uma vez que quando se encontra no mar, quer é mesmo navegar!
Mas a última figura ilustra um destes paraísos tão atractivos.
Quanto à durarão do mesmo, e tendo em atenção o perfil de quem nos irá proporcionar esta inesquecível viagem, parece-me que durará quase uma eternidade, pois já vislumbro que, com muito esforço, terei mesmo de o convencer a regressar a terra. 

Como somo mulheres de mentes abertas, não é nossa intenção querer excluir os colegas que manifestem interesse em privarem connosco o nosso rumo.
Fico assim a aguardar as sugestões das minhas colegas, bem a demonstração de vontade dos nossos colegas.
Contudo, isto não nos condiciona a que não possamos, desde já, escolher os companheiros de viagem.
Contudo, isto não nos condiciona a que não possamos, desde já, escolher os companheiros de viagem.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Leite Ela, Manteiga Milhafre, Queijo Terra Nostra III
(continuação)
-Olá Juliana, que frio... beijinho! Quem é esta?
-Esta é a minha prima, Maria!
-Prazer Maria! Vocês não têm frio? Com essas perninhas ao léu... Abençoados genes...
-Afinal nem me disseste o teu nome...
-Eu sou o Marques, lá no DCA tratam-me também por Presidente.
-Presidente?!... Presidente de quê?! (gargalhadas)
-Juliana, não sejas apressada, já te conto, deixa-me continuar a história que te estava a contar... Querem tomar alguma coisa?
-Eu quero um gelado de chocolate...
-Com este frio?
-Lá na terra dos meus pais come-se gelado no inverno, e faz muito mais frio que aqui...
-De onde és Maria?
-Eu sou da Eslováquia, conheces? A Juliana é da Bielorússia, o pai dela é russo e a minha tia é checa. Eu nasci na Eslováquia mas a minha mãe é checa e o meu pai ucraniano... viemos para Portugal muito pequeninas...
-Hum... Agora está explicado... Tanta elegância, pele branca, olhos claros, cabelos loiros... o Jorge vai cair de cu... Maria, queres ir ao cruzeiro do DCA?
-Depende, se tu me explicares o que é o DCA...
TELEFONE
-Então?! Não atendes?
-Não... agora não..
-É a tua namorada?! (gargalhadas)
-Não, é o Joaquim Leça, quer que lhe arranje uma acompanhante pró cruzeiro... andam todos entusiasmados com o cruzeiro... Sabes Juliana, desde que comecei a falar de ti e do cruzeiro, o DCA está num reboliço...
-Isso já me cheira mal, o que é afinal o DCA?
-Não... agora não..
-É a tua namorada?! (gargalhadas)
-Não, é o Joaquim Leça, quer que lhe arranje uma acompanhante pró cruzeiro... andam todos entusiasmados com o cruzeiro... Sabes Juliana, desde que comecei a falar de ti e do cruzeiro, o DCA está num reboliço...
-Isso já me cheira mal, o que é afinal o DCA?
TELEFONE
-Alo, corisca mal amanhada, estás boa?
(...)
-Não Lena, não... está tudo bem... (risos) A Graciete?!! (risos)... e a Adelaide vai ficar fula,... o Mendes já disse que também quer ir ao cruzeiro... agora estou ocupado, mais logo eu ligo-te, beijinho!
(...)
-Não Lena, não... está tudo bem... (risos) A Graciete?!! (risos)... e a Adelaide vai ficar fula,... o Mendes já disse que também quer ir ao cruzeiro... agora estou ocupado, mais logo eu ligo-te, beijinho!
(...)
-Bem, meus doces... vou desligar o telefone! Juliana! Tinha-te contado que tinha sido colocado no DCA mas só consegui viagem na TAP a 5 de Janeiro de 1980, via Santa Maria, recordas-te?
-Espera aí um pouco, preciso de ir à casa de banho, vens Juliana?
-Espera aqui que já voltamos, Presidente... (risos)
-Eu por vós e por eles faço tudo, abençoado seja Deus! Que pernas....
(continua)
-Espera aí um pouco, preciso de ir à casa de banho, vens Juliana?
-Espera aqui que já voltamos, Presidente... (risos)
-Eu por vós e por eles faço tudo, abençoado seja Deus! Que pernas....
(continua)
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