quinta-feira, 16 de outubro de 2008

PALAVRAS PARA QUÊ?

Fundado a 21 de Setembro de 2008!

toureiros


Quando a faiena terminou, os valentes toureiros recolheram os aplausos.

E o Lar Feminino…

Este Post é, em primeiro lugar, para o Presidente, que tem sempre uma palavra de incentivo, em segundo, para todos os que aqui corajosamente postam e por último, para os poucos que restam, e que se ficam pelos comentários.

Esta história que vos vou contar foi relembrada por um post da Teresa. Também tenho algumas fotos, mas não tão boas como as tuas, nem na quantidade que tens, por isso ando a poupá-las, mas irão indo aparecendo.

Feitas estas considerações, passo então a contá-la.

Chegada ao aeroporto das Lajes, em fins de Outubro ou início de Novembro de 1982, lembro-me que, não tendo ninguém conhecido naquela ilha, lá me encaminhei para apanhar um táxi.
Dei as indicações que possuía, ou seja, disse ao Sr. que queria ir para o Lar Feminino da Universidade, na Terra Chã.
E sei que, chegada ao local onde o taxista parou, quase que não percebi que era chegada a hora de abandonar a viatura. Tinha já espreitado pelos vidros e não me pareceu haver ali nenhum Lar Feminino.
Bem, depois de despejada no caminho com a minha bagagem, vislumbrei as instalações do DCA ao fundo, mas não avistava viva alma, a quem me pudesse dirigir. Pois é. Era Domingo!
E, naquele lugar, não existia nenhum edifício com uma placa de identificação, qualquer coisa! Nada, a não ser um contentor branco.
Decidi então iniciar, por aí, a minha exploração. Comecei a descobrir umas janelas nos lados laterais, mas a porta, … a porta não a encontrava! Mas que azar!
Bem, finalmente, vi algo que supus que poderia ser uma porta. Quase que não se distinguia do branco que cobria toda a fachada. Nem uma maçaneta, nem uma campainha!
Decidi empurrá-la, ainda que a medo, mas estava fechada. Comecei a bater, e batia, e insistia, mas não havia quem me ouvisse! Mas que infortúnio!
Não estava a perceber e a gostar nada, mesmo nada, do que se estava a passar comigo!
Devido à minha persistência, e decorrido algum tempo, uma rapariga ensonada apareceu e finalmente, lá entrei.

E o Lar Feminino… era afinal, mesmo um contentor!

Pois é, não me tinham fornecido esta informação!

A fotografia, datada de Abril de 1983, ilustra a porta, ou melhor, a fechadura, onde se pode ver, em primeiro plano, Carlos Vouzela e moi-même!
Olhem só para a minha combinação fabulosa de azuis! Vou explicar-vos, que é um modelo em degradee, ligeiramente quebrado, pela paleta de tonalidades utilizadas, realçando a calça e fundamentalmente o cenário! E o Vouzela? Tudo janota! Mas que estávamos na moda, lá isso é verdade, e no seu melhor, mesmo que na Terra Chã!
O fotógrafo dos citados modelos tinha uma grande experiência no mundo da moda, já que as caras estão quase na obscuridade!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Não resisti!!!


Graciete, desafiaste-me ao dizer no teu comentário que gostaste de ver o Fino tão bem montado...

Olha o que achei! Aqui é que ele está bem montado! Não resisti e tive de responder ao comentário da Graciete com mais um post!

Aqui vai o Fino num veículo que nem sei como se chama e de boleia levava o Pedro Pi, eu, a Isabel de Tomar e o Gualberto... Isto é que foi uma tarde riso, ele sorropiou o veículo a um senhor que já não me lembro o nome, mas acho que era carpinteiro e morava debaixo do lar dos rapazes... Fino, estou farta de te provocar e tu nada!!! Mas tenho uma felicidade a divulgar, recebi um mail do Xixa, adorei, fiquei feliz, um beijinhos para ele...

O Manel no comentário dele, nos burros, também já me inspirou para amanhã fazer um post sobre cães...

Burros, houveram muitos...

Graciete, essa tua história tão bem contada, fez-me lembrar de outra também com burros. Como não tenho tanto jeito para a escrita como a Graciete, para compensar encontrei uma foto, que embora desfocada serve de prova!!!

Pois foi assim, estavamos nós a dormir no antigo lar das raparigas, isto em 81 ou 82 e ouve-se uma enorme algazarra, eis que quando chegamos à sala estava lá o Fino montado num burro que tinha achado sabe-se lá onde!!! Mas o melhor da história veio depois, ninguém conseguia tirar de lá o burro, quanto mais o empurravamos para fora, mais ele recuava para dentro de casa... Foi uma verdadeira tragédia que levou horas do nosso sono. Só me lembro que o conseguimos expulsar de marcha atrás e a fazer o contrário do que queriamos (foi aí que percebi o verdadeiro siginficado da expressão: teimoso que nem um burro!) ou seja a tentar metê-lo dentro de casa...

E aqui fica a prova do "crime", o Fino montado no burro dentro da nossa sala.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Oferta para o nosso Presidente

De BELÉM … veio o BURRO!

Estava eu numa noite, de algumas noites calmas passadas no Convento, quando ouço alguém, em jeito de aflição, e insistentemente, anunciar uma Boa Nova, embora não perceptível no momento.
Assiste-se, de imediato, à saída de todas as freiras dos seus aposentos que, da meditação passaram a um grande alvoroço, e questionavam, reunidas, o acontecido! O homem que gerou esta enorme confusão, fez-se perceber e, finalmente, concluímos que havia chegado um BURRO, ao largo da Igreja. E lá fomos acudir aos suplícios do desgraçado homem que, em apuros, pedia auxílio.
Chegada ao local, bem perto da escadaria da Igreja, via-se um BURRO acompanhado de 3 pessoas que, na escuridão da noite, não se destacavam do animal.
E o homem, agoniado, sem saber o que fazer, apenas dizia que … vinha de BELÉM …, que o BURRO vinha de BELÉM, e … nada mais acrescentava!
E, quando se acalmou, explicou que tinham encontrado o BURRO, lá para os lados de BELÉM (Canada), e que se fizerem ao caminho. Não compreendi, na altura, qual o intuito de tal incursão, mas percebi, com grande clareza, que o traçado da viagem tinha sido bem delineado!
E, embora, um pouco combalidos com a caminhada que, pelo que me apercebi, não terá sido nada, mesmo nada fácil, qual travessia no deserto, sentia-se a alegria que expressavam por terem chegado finalmente ao destino, ou quase…!
O animal, coitado, estava exausto! Completamente esgotado de tão penosa andança!
E depois dos viajantes serem assistidos pelas freiras, nos tão necessitados primeiros cuidados, pude verificar que era a SAGRADA FAMÍLIA que tinha chegado!
Fiquei abismada com tão bem retratado QUADRO.
Não sei se foram bater a várias portas e se elas se fecharam! Desconheço, esta parte.
Lembro-me que não havia nenhuma estrela a destacar-se. Quem brilhava mais que as cintilantes ideias do Solipa, do Níger e do Menano?
O Solipa, era S. José, recordo-me bem, pois foi quem procurou albergaria e ajuda para o acontecimento. E, foi ele que bateu à porta do Convento e por lá entrou, a dar notícia do sucedido, numa ânsia de quem procura socorro.
Compreendi a sua aflição assim que vi o BURRO e a SAGRADA FÁMILIA. O menino tinha nascido pelo caminho e a sua mãe estava ainda transtornada e exausta de tão difícil parto, pois o bebé era deveras grande demais!
E embora não sendo pai da criança, o pobre homem acarretava esta responsabilidade.
Não me consigo recordar com exactidão, qual deles era o menino e qual era a sua progenitora. Mas, atrevo-me a aventar, e estou quase certa que, a esposa de S. José era o Níger. Que me corrijam se estiver enganada!
Pois não é que depressa se compôs do parto e quando se viu amparado, com os que entretanto vinham visitar o menino, deixou-o aos cuidados dos visitantes, tendo focado todas e as suas atenções no BURRO!
E o burro, como todos, negava-se a responder às ordens dadas. E os viajantes, distanciavam-se do bicho, alguns metros, e vinham a correr, tal como de fosse para executar um salto em comprimento, mas finalizando-o em cima do animal. E os visitantes também aderiram a esta modalidade. Lembro-me da Nanda também nas corridas para o burro. E o desgraçado do bicho chegou a ser montado, ao mesmo tempo, por 3 atletas!
E chegou o momento em que ele já abria as 4 patas para os lados, quase aproximando-se do chão.
Mas, a consciência começou a pesar e logo pensaram em dar guarida ao animal. E não havia local melhor que o Convento!
Iniciou-se então o cortejo, bem penoso e demorado! O burro, nem por nada queria andar, mas … lá chegou bem perto das portas do Convento. E houve quem abrisse a banda lateral da porta, que estava aferrolhada, fazendo com que a abertura facultasse a largura e a burrice do animal. Mas, ainda havias uns degraus até lá chegar. E o burro, já em declive, era empurrado, com todas as forças que os peregrinos podiam exercer, mas a tarefa afigurava-se cada vez mais árdua.
A noite já se ia prolongando pela madrugada, com os ânimos entusiasmados a exaltarem-se e as vozes iam subindo de tom!
O que se seguiu, já foi contado, via comentário, pela Helena Flor de Lima, que passo a citar:“ Tia Mary apareceu na janela de cima, a espreitar dizendo "Isto parece uma casa de gente doida".
Pois foi, tal e qual. Já não me recordo de alguns pormenores que aconteceram após este momento. Como é que eles se desenvencilharam do bicho?
Tenho a vaga ideia de que burro ainda andou na zona circundante alguns dias!
E foi assim que se passou mais uma noite, das muitas inesquecíveis, na Terra Chã!
Deixo agora os pormenores da “captura” do animal e da famosa viajem, e outros se me escaparam, para o Solipa e o Níger contarem que, certamente, darão uma preciosa postagem, ou duas!

20 Anos é muito tempo!

14 de Outubro é uma data especial para o nosso Presidente, Joaquim Marques, mas este dia também é inesquecível para mim. Em 14 de Outubro de 1988, uma sexta-feira, abalei da Madeira para a Terceira em voo directo da TAP. Algum tempo depois, este voo deixou de existir e eu e os outros madeirenses, tínhamos de passar sempre por São Miguel, para chegar à Madeira. Pois é, foi há precisamente 20 ANOS que acompanhado pela minha mãe (sim, qual é o problema?!), lá fui para a Terra Chã. Lembro-me da "recepção" que me fizeram, quando tentava matricular-me, isto na 2.ª feira seguinte, acho eu. Cantei o Bailinho da Madeira (pois então!) e tive de chamar o Ti Jorge Bacalhau (vai uma "atitiude"?!) por Sr. Engenheiro. Claro que Ti Jorge olha para mim de alto a baixo e pergunta-me: "EH HOME, QUERES QUEIJO OU QUÊ?" Bons tempos, sem dúvida,  que me fazem sorrir e emocionar-me ao mesmo tempo. Bolas, estou a ficar lamechas, pá! Chega de nostalgia! Viva o DCA!!! Viva a Universidade dos Açores!!!

Parabéns ao nosso Presidente!!!

Em nome de todos do nosso Blog,

PARABÈNS AO PRESIDENTE!!!

Mensagem de Sua Excelência, o Presidente!

14 de Outubro de 2008

Joaquim Marques

Para ouvires melhor, vai lá abaixo à rádio Cotonete e clica no botão c e pára a música.




Depois de beber na famosa caneca opaca, para ninguém ver, acabava por ficar neste estado. Coitado do Zé Maria!
Belas festas, comida, bebida, cartas, muita alegria e no fim da festa a colecção das latas ia parar sempre ao chão. No fim lá ficávamos, eu e o Paulo, a apanhar as latas.
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